"Se tem briga, é do outro lado", afirma Girão

O senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza na eleição deste ano, garante que não há qualquer desentendimento entre os nomes que representam as candidaturas do campo da direita que vão disputar o Paço Municipal. “Se tem briga, é do outro lado”, diz ele, em alusão a disputas no PT e no PDT.


Girão sobre número de candidaturas da direita: “Se tem briga, é do outro lado”. Foto: Reprodução

Girão elogiou o secretário da Saúde de Maracanaú e ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) e o deputado federal André Fernandes (PL), ambos também já tendo lançado pré-candidaturas à Prefeitura. “É um campo que dialoga, a gente tem conversado bastante. Capitão Wagner, sou muito grato [a ele], ele me convidou para entrar na política lá atrás, tive a oportunidade de apoiá-lo duas vezes a prefeito e também ao Governo. Carmelo, muito querido”, disse o parlamentar.

Já sobre os grupos adversários, ele opina que há hipocrisia nas mudanças de lado: “É uma briga que a gente fica sem entender, briga pelo poder, só pode ser. Porque até pouco tempo estavam governando juntos, alternando Prefeitura e Governo, e agora estão aí, separados, prometendo soluções pro cearense, que não vai cair nessa.”

Ele se refere às disputas internas dentro do PDT – protagonizadas por grupos liderados por Cid e Ciro Gomes, com ainda envolvimento de petistas, que romperam com o PDT a nível estadual em 2022. Há ainda, atualmente, disputa dentro do próprio PT, com cinco nomes tentando se cacifar para receber a indicação da sigla para disputar a Prefeitura.

Na ocasião, Eduardo Girão também defendeu mudanças no modo como são realizadas as eleições no Brasil, propondo a realização de eleições gerais, englobando todos os cargos políticos, em vez de uma eleição a cada dois anos. “Olha que bacana, o custo que reduz. Só de fundo eleitoral, economiza R$ 5 bilhões por eleição. Em custo de fundo partidário, em custo de parar tudo… Porque uma hora como essa, daqui a três meses começa a parar tudo no Congresso. Para tudo e salário continua. Então tem mais estabilidade pra trabalhar”, pontua.

O senador defende ainda o fim da reeleição, com o objetivo de “acabar o populismo”. “Ficar dando benesses, dando privilégios, coisas que você sabe que está errado, para continuar no poder”, opinou.


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