Em nova perseguição contra um judeu, Conib pede que Breno Altman seja proibido de fazer lives e conceder entrevistas

Confederação Israelita do Brasil tenta calar à força o jornalista Breno Altman, que tem denunciado o genocídio promovido pelo estado de Israel contra o povo palestino

Breno Altman e logotipo da Confederação Israelita do Brasil (Foto: Opera Mundi | Reprodução)

247 – A Confederação Israelita do Brasil (Conib) protocolou uma ação inédita de censura, que tem como alvo um judeu: o jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, que escreveu o livro "Contra o Sionismo" e tem denunciado o genocídio promovido pelo estado de Israel contra o povo palestino – uma carnificina que já assassinou mais de 23 mil palestinos em 100 dias e que tem provocado uma onda de indignação global, com protestos em vários países, e com a participação inclusive de coletivos judaicos que se opõem ao extermínio do povo palestino pelo governo de Benjamin Netanyahu.

Na nova ação, a Conib, que já pediu censura prévia a posts feitos por Breno Altman, agora demanda que o jornalista seja proibido de fazer lives e conceder entrevistas, justamente por temer as afirmações que vêm sendo ditas pelo editor do Opera Mundi. Em seu livro, Altman qualifica o sionismo como uma ideologia racista, colonial e supremacista, que conduz inexoravelmente ao apartheid do povo palestino. Contatado pelo Brasil 247, o advogado Pedro Serrano, que defende Altman, diz que a ação da Conib representa "um ataque sem precedentes ao jornalismo brasileiro".

Desde que a perseguição da Conib contra Altman teve início, o jornalista já recebeu a solidariedade das duas principais entidades que defendem as prerrogativas dos jornalistas no Brasil: a Associação Brasileira de Imprensa e a Federação Nacional de Jornalistas. O genocídio promovido por Israel contra o povo palestino já foi denunciado pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça e tem provocado constrangimentos até no principal aliado de Israel: os Estados Unidos, onde Joe Biden tem sido alvo de crescentes protestos em razão de sua cumplicidade com Netanyahu. Leia, abaixo, a íntegra da ação protocolada pela Conib:

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