AÇÕES CONJUNTAS PARA GARANTIR A CONTINUIDADE DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM PENTECOSTE

Tendo em vista o nível do Açude Pereira de Miranda em Pentecoste estar em 2,77% (equivalente a 10 milhões, 470 mil m³) a Cagece, Coelce, Cogerh, Dnocs, Defesa Civil e Prefeitura Municipal de Pentecoste, estão adotando todas as ações necessárias e emergenciais para melhorar e garantir o restabelecimento do abastecimento da cidade. Neste período, a orientação é que a população consuma água de forma racional, evitando ao máximo desperdício e privilegiando o consumo humano.

Entre as ações que podem ser destacadas está à previsão de transferência da captação de água em até 30 dias, diretamente para o Açude de Pentecoste, de forma a garantir a continuidade do abastecimento. Lembrando que hoje a captação é feita no canal de saída das compotas do Açude.

Também está prevista a AUTOMAÇÃO do sistema de água da cidade, de forma a controlar possíveis perdas de água. Neste sentido, até que o projeto seja implementado, a Cagece aumentou o rigor do controle manual já executado.

Além disso, de forma experimental, o Centro de Pesquisa prevê adotar a prática de fazer uso da água bruta, apenas durante o período noturno. Isso permitiria poupar água para o consumo humano, no período de maior demanda. Também, está previsto experimentar o processo de recirculação da água na piscicultura, para reduzir a necessidade da água bruta no Centro de Pesquisa. 

Qualquer dúvidas procure a loja da Cagece em Pentecoste ou ligue para o tele atendimento que funciona 24 horas 0800.2750195

Entramos oficialmente no “vermelho” nesta terça-feira, 19/08. Em apenas oito meses, a humanidade estourou o orçamento de recursos naturais disponível para 2014, revela a organização internacional Global Footprint Network (GFN). Isso significa que, a partir de agora, tudo o que for consumido até o fim do ano não será reposto pela natureza.

Medido há 14 anos, o Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day, em inglês) alerta quando a pegada ecológica da humanidade excede a capacidade do planeta de repor recursos naturais e absorver resíduos, incluindo o dióxido de carbono (CO2).

Este ano, a efeméride chegou ainda mais cedo. Em 2000 a data caiu em 01/10, e no ano passado foi em 20/08. Segundo a GFN, precisaríamos de um planeta Terra e meio para fechar a conta com saldo positivo. Isso porque também entram no cálculo o desmatamento, a escassez de água, erosão do solo, perda de biodiversidade e o aumento das emissões de CO2 na atmosfera.

Pior: tudo indica que a nossa “dívida ecológica” vai piorar se continuarmos nesse ritmo. Projeções sobre população, uso de energia e produção de alimentos sugerem que a humanidade vai precisar de duas Terras até 2030.

“O uso dos recursos naturais acima da capacidade do planeta está se tornando um dos principais desafios do século 21. É um problema tanto ecológico quanto econômico”, acredita Mathis Wackernagel, presidente da GFN e cocriador da métrica de cálculo da pegada ecológica.

Quer saber qual o impacto do seu estilo de vida no meio ambiente? Use a calculadora de Pegada Ecológica, desenvolvida pela GFN, e veja como reduzi-lo. Para resolver o problema, todo mundo tem que entrar na dança! Super Interessante


Uma foto de Marina Silva sorrindo ao lado do caixão de Eduardo Campos provocou uma onda de protestos e indignação.

Ela está apoiando o queixo sobre uma das mãos, olhando para um dos filhos de Campos com uma certa cumplicidade.

Marina tem vários problemas. A arrogância, o senso de predestinação, a falta de clareza etc. Naquela noite, se a viúva de Campos, Renata, transmitia força e resignação, Marina parecia querer conforto.

Mas daí a enxergar falta de decoro, maldade e oportunismo naquele gesto vai um mundo. O Brasil ganhou milhares de fiscais morais de velório, que determinam o que pode e o que não se pode fazer.

Se ela estivesse chorando copiosamente, seria acusada de falsa. Se se atirasse ao chão, rasgando o vestido de crente, descabelando em achaques o próprio coque, seria uma mentirosa.

O que aconteceu ali, de fato?

Na fotografia, há um sujeito alto, de óculos, atrás de Marina. Seu nome é Saulo Souza e ele é vereador em Poá, interior do estado de São Paulo.

Souza explicou em sua conta no Facebook:

“Num certo momento da madrugada, eu perguntei para Dona Renata, na presença de Marina, no que consistia a força admirável dos meninos e dela, principalmente, demonstrada diante de tamanho sofrimento e de tamanha dor.

Ela calmamente tocou o porta-retrato do Eduardo que estava sob o caixão e contou do quanto achava lindo o sorriso dele, do quanto ele inspirava a família a sorrir em todos os momentos da vida mesmo quando a dor fosse uma tortura.

Então, disse que estava orgulhosa dele porque conseguiu deixar uma mensagem para o Brasil e realizada porque ele deixou um legado inspirador. Por fim, ela relembrou, como bom nordestino, do quanto ele gostava de contar ‘causos’ e alegrar a vida de todos por onde passava.

Então, sorrimos. Nós cinco.”

Todo enterro tem um tio santarrão apontando o dedo para quem não se comporta conforme um manual hipócrita. A demonização do sorriso de Marina é sintoma da campanha, mas não vai ajudar o debate.

Diário do Centro do Mundo
A colunista Mônica Bergamo, uma das jornalistas mais bem informadas do País, publicou, uma nota que representa uma guinada nas especulações eleitorais; segundo ela, o PSB estuda lançar a candidatura de Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo e filiada ao partido, como candidata à presidência da República; Marina Silva permaneceria como vice; sinal de que não há consenso em torno do nome da ex-senadora, que enfrenta resistência do atual presidente da legenda, Roberto Amaral e que pode alterar os rumos da sucessão presidencial.

Segundo ela, uma ala do PSB estaria inclinada a lançar Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, ao Palácio do Planalto (leia aqui).

É uma indicação clara de que não há consenso no PSB em torno do nome de Marina Silva, que enfrenta resistência do próprio presidente da legenda e sucessor de Eduardo Campos no cargo, Roberto Amaral.

Nacionalista e defensor de teses contrárias às de Marina, como a energia nuclear, Amaral é aliado do ex-presidente Lula e, no passado, foi contrário à candidatura do próprio Eduardo Campos. Ele defendia o apoio à reeleição de Dilma.

Amaral também foi contrário à aliança entre o PSB e a Rede, de Marina Silva.

O lançamento de Luiza Erundina seria uma saída para evitar a candidatura da ex-senadora.
Fernando Brito, via Tijolaço


Na entrevista que concedeu ao Estadão, na terça-feira, dia 8, Marina Silva reclama que o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, ter dado “uma declaração bastante dura contra a Rede” e elogia o fato de que “o governador Eduardo Campos fez questão, como presidente, de fazer uma nota dizendo que a Rede tinha direito de se constituir como partido”.

Fiquei intrigado e fui procurar a tal declaração “bastante dura” de Amaral.


Vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral disse que o partido articulado pela ex-senadora Marina Silva é “fundamentalista” e “preconceituoso”. O dirigente do PSB afirmou ter poucas informações sobre o movimento político orquestrado por Marina, chamado de Rede Sustentabilidade, mas disse que a futura legenda é “sem caráter”.

“Ainda não tive muita informação, mas até aqui é um negócio fundamentalista, religioso e preconceituoso. Ainda não vi política nele”, afirmou Amaral, ao chegar ao hotel em que será celebrada a festa de dez anos do PT no comando da Presidência da República, na capital paulista.

“O partido é sem caráter. Não digo isso no sentido moral, mas no sentido de não ter definição programática. Ainda não disse para que veio”, declarou, ao ser questionado por jornalistas sobre o partido articulado pela ex-senadora, ex-ministra e candidata derrotada à Presidência em 2010.

Que maravilha! Então, o doutor Amaral vai dividir o comando da campanha de Campos com um grupo que considera “fundamentalista, religioso e preconceituoso” e que é “sem caráter”? E isso não foi dito há dez anos, foi agora, em fevereiro deste ano.

Imaginem isso num debate na televisão…

***

Segue o link da matéria
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/caca-ao-tucano







A revista semanal, cabo eleitoral do PSDB, a VEJA de 30 de julho de 2014, com o título "Caça ao Tucano" disse que há uma “quadrilha” fazendo “guerrilha suja na internet” contra o candidato Aécio Neves. Disse também que o tucano vai processar e já está processando quem o critica.

Pergunta: vão impor CENSURA na internet caso o Aécio Neves seja eleito, já que o glorioso não aceita críticas? Pelo discurso, não é de se duvidar. Resumindo: é assim que a ideologia burguesa enxerga os seus críticos: BANDIDOS, GUERRILHEIROS, SUJOS.

Onde fica a liberdade de crítica? Onde fica a liberdade de expressão? Onde fica a liberdade de opinião?

VEJA, e depois DUVIDE!

Por: Gílber Martins Duarte – Militante Socialista Livre do CSL/CAEP – Sind-UTE/Uberlândia/MG – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Membro MEOB – CSP-CONLUTAS.


Vamos nessa: Se isso é guerrilha, então sou guerrilheiro e meu blog é minha arma.

Jornalista Palmério Dória diz que ex-presidente tem sorte de não sofrer mesmo destino de Carlos Menem e Alberto Fujimori, ex-presidentes que hoje estão presos

“Mensalão é pouco perto da emenda da reeleição”



Vamos comparar o mensalão à emenda da reeleição. Houve blindagem da imprensa ao presidente Fernando Henrique Cardoso? O sr. acha que o caso da emenda mereceria tanta repercussão quanto o mensalão?
É exatamente o inverso. O caso do mensalão é café pequeno perto da questão da emenda da reeleição, se pegarmos o volume de gente envolvida, as filas de parlamentares se vendendo, segundo diz Pedro Simon [senador pelo PMDB-RS], por exemplo. O mensalão está sendo reavaliado. O próprio Elio Gaspari [jornalista], em sua coluna, disse que, perto da história do propinoduto, o mensalão é café pequeno. Os números começam a aparecer. Sempre digo que os tucanos roubaram em um padrão galáctico. Só computação quântica pode chegar perto dos valores que houve em São Paulo, na privatização — para comprar a reeleição de FHC, porque não dá para separar as coisas, é como suplemento de jornal, as coisas estão unidas e coesas.

Sobre o propinoduto, a imprensa sabia do escândalo do metrô de São Paulo e fingia que não sabia…
Guardou [a imprensa] como o quarto segredo de Fátima…

Então, quando a “IstoÉ” publicou o caso, inicialmente a imprensa tentou desacreditar a investigação, sugerindo que era uma coisa política. Depois, os veículos noticiaram, alguns até dando manchete, como se nada tivesse sido publicado antes sobre o caso. A questão do metrô de São Paulo é, de fato, uma grande corrupção?
Não é uma coisa nova. O começo dessa história é com a Tejofran [conglomerado da área de infraestrutura], uma espécie de “guarda-chuva” de Antônio Dias Felipe, sócio de Zuzinha [Mário Covas Neto, filho do ex-governador de São Paulo Mario Covas, morto em 2001] e compadre do ex-governador Mário Covas. A Tejofran “garfava” mil contratos e depois terceirizava. No livro há o caso Siemens, o momento exato em que Renan Calheiros [senador pelo PMDB-AL) sai disparando do governo FHC, dizendo que Zuzinha era “a chuva ácida que iria erodir a biografia de Mário Covas”.

Todo esse escândalo remonta àquela época. Naquele período o jogo foi armado, os contratos todos. Em meu livro há o começo do caso Siemens e foi quando se rasgou a fantasia em torno da figura santificada de Covas. A Tejofran tem contrato de pedágio, passaporte, trem, tudo, enfim, é mesmo um guarda-chuva. Pegam os contratos e depois os distribuem. Acho que a origem do propinoduto está aí. Depois, aparece essa questão da imprensa. Precisou que a “IstoÉ” lançasse mil denúncias terríveis para que as pessoas vessem e reconhecessem. É o que eu digo: os tucanos são imbatíveis no quesito “roubalheira”.

Não estou dizendo que é lícito, porque todo roubo é roubo. Mas quando se compara o apartamento de R$ 20 milhões de Antonio Palocci [ex-ministro do Planejamento no governo Lula] a tudo isso que o PSDB protagonizou vê-se que há outra escala de roubo. No caso do campo de Libra dá para perceber. Não se pode comparar privataria a partilha. No caso de Libra, não estou vendo nenhum ladrão desse padrão planetário — daquele que domina paraíso fiscal, domina offshore etc. —, gângster mesmo. É claro que dá certa tristeza ver em um leilão desses alguém como Edison Lobão [ministro das Minas e Energia], mas sabemos que não é ele quem decide, que há alguém por trás dele. No tempo do PSDB no governo, era uma quadrilha organizada para vender o País. E venderam. No caso da Petrobrás, por exemplo, só não venderam o “mastro”, mas todas as condições para enfraquecer a empresa, para torná-la vulnerável, vem daquela época.

Mas e a compra daquela usina nos Estados Unidos por Sergio Gabrielli [ex-presidente da Petrobrás], o sr. não vê problema?
Sim, vejo um problema sério, mas gostaria de me ater ao livro, até porque eu não sou especialista em petróleo. O entrevistado principal do livro na questão de petróleo é Fernando Siqueira, que conta passo a passo como foi a tomada da estatal. FHC, já como ministro da Fazenda de Itamar Franco, cortou 52% do orçamento da Petrobrás, para já dizer a que tinha vindo.

Já era a preparação para a privatização?
Quando FHC entrou, a Petrobrás tinha 5 mil fornecedores. Foram desindustrializando e fatiando a empresa para vender. Queriam criar unidades para ir privatizando uma a uma. Foi naquela época também que houve a quebra do monopólio. Siqueira diz mais ainda: que Lula e Dilma Rousseff “amarelaram”, na questão do leilão [do campo de Libra], abriram as pernas mesmo. São forças terríveis, estamos falando de geopolítica, é jogo pesado internacional. O jornalista Mauro Santayana diz, com todas as letras, que o Brasil, se tem uma riqueza desse tipo, já deveria ter todo um aparato para defendê-la, com Forças Armadas, caças etc. Mas FHC vendeu até a segurança nacional, ao assinar o tratado de não proliferação e, de cara, já beneficiou os americanos, com o Sivam [Sistema de Vigilância da Amazônia] passado à empresa Raytheon, dos EUA. Venderam o espaço aéreo. Toda a fragilidade da Petrobrás hoje advém disso tudo, como diz também Mauro Santayana.

Do ponto de vista político, quais são os principais beneficiados com esse negócio de privatização?
Só o fato de não ter americanos na partilha, já é uma coisa fantástica, mas as pessoas reclamam dos chineses. Só que os chineses nunca tentaram nos invadir; os americanos, em 1964, estavam prontos para invadir o País se houvesse reação ao golpe. Tem um ponto interesse, que está na entrevista com o Guilherme Estrela à “Folha de S. Paulo”, quando ele conversou com a Graça Foster, dizendo que em 2015 a Petrobrás estaria preparada para fazer a exploração do pré-sal sozinha. A Dilma chegou a falar que seria um crime privatizar o pré-sal — e veja que não estou confundindo privataria com concessão ou partilha.

Mas pense bem: em 2014 teremos eleição. Já pensou essa riqueza na mão dos tucanos, a festa que seria? Temos de ponderar isso, as urnas estão vindo já e a Dilma pode ganhar ou perder, como todos os outros três candidatos. Nisso estou considerando candidatos Eduar­do Campos (PSB), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). E quem eles representam? A Marina está andando a tiracolo com André Lara Resende [economista com PhD pela Uni­ver­sidade de Massachusetts (EUA)]. Ela ainda falou que é capaz de fazer “gestos teatrais” — as palavras são dela — para devolver o País ao chamado ajuste, que envolve arrocho salarial, de­semprego e outras questões. Aécio está fazendo aquela mes­ma entrega a domicílio nos Es­tados Unidos. Ele foi a Nova York e fez o mesmo discurso de FHC quando foi eleito, entregando o País aos piratas. Já Eduardo Campos fala de ajustes fiscais parecendo falar que vai fazer justiça com as próprias mãos.

Nisso aí, a turma de FHC está, na verdade, com as três candidaturas. É um jogo pesadíssimo.
Imagine, então, eles ganhando a eleição. Aí, em 2015 a parada é outra. Se você se lembra, David Zylbersztajn [primeiro diretor-geral da então recém-criada Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 1998, liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil], vendeu uma parte de Libra por R$ 250 mil, ou coisa assim. Isso não esteve nas mãos dos tucanos, só que eles não sabiam disso. Aliás, hoje nem teria a Petrobrax, não haveria nada, porque ela é para vender a Petrobrás, e isso eu não vi em nenhum lugar até agora.

Já estaria vendida a Petrobrás inteira, o Banco do Brasil, a Caixa Econô­mica, porque a briga toda de hoje em dia é questão de juros. Todos os candidatos estão vindo com a história de subir os juros no nível do mandato do FHC, porque eles não aguentam essa inclusão. Eles odeiam o Bolsa Família, como odeiam a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. E eu estou falando do mais perigoso deles, que está voltando com Eduardo Campos, que é Jorge Bornhausen [ex-presidente do DEM, hoje sem partido]. ACM [Antonio Carlos Magalhães, ex-governador, senador pela Bahia e uma das maiores lideranças da direita no País, morto em 2007] não é nada perto dele.


Mas eu falava sobre as pessoas beneficiadas pela privatização. Quando houve a privatização da telefonia, Carlos Jereissati, que é irmão de Tasso Jereissati [PSDB, ex-governador do Ceará] foi o maior beneficiado. Ou seja, teve também grupos políticos beneficiados, não?
Sem a menor dúvida. Agora, naquele caso houveram os grampos telefônicos. De 54 fitas, foram transcritas 2 ou 3. O esquema ali era de assalto, mas a imprensa sempre tratou essas questões como um desvio, como um caso policial, nunca enfrentaram esse assunto como gangue. O governo do Fernando Henrique Cardoso nunca foi tratado como um enorme esquema de formação de quadrilha. Eram vistos como casos isolados, como um “desvio de conduta”.

Essa esquema só houve nesse período na história do Brasil. É possível que o Fernando I [Fernando Collor de Mello, presidente de 1990 a 1992, quando sofreu impeachment] talvez tivesse vontade ou pudesse armar uma coisa parecida, mas não deu tempo. Mas o Fernando II [FHC] conseguiu armar um esquema de roubo. A organização criminosa aconteceu para lesar e vender o País durante o período FHC.

O Carlos Jereissati é o Anas­tasio Somoza [Anastasio Somoza Debayle, ditador que presidiu a Nicarágua de 1967 a 1979, seguindo uma dinastia de ditadores de sua família desde 1936] do Ceará. Sua família tem um Estado. O Ceará é uma holding dos Jereissati, mas isso nunca sai na imprensa, exceto por Sebastião Nery, que, inclusive, usou esse termo “holding”. São sujeitos que dão pistas para se fazer matérias impressionantes sobre organizações criminosas, mas a imprensa não faz isso. Você já viu em algum lugar uma investigação séria sobre a Rádio Arco-Íris, de Aécio Neves? Sobre os aviões em que ele circula pelo Brasil? Sobre o poder que ele exerce sobre a imprensa mineira, que não publica nada? Sobre a irmã dele, que é, de fato, quem manda? Nunca houve matérias completas sobre isso.

Euler de França Belém — A principal resposta do PSDB quanto às privatizações é que, por exemplo, a qualidade dos serviços de telefonia melhorou. Como o sr. vê essa justificativa?
Você inclusive falou sobre isso ao escrever sobre o livro, sobre os R$ 21 bilhões investidos na Telebrás às vésperas do leilão. Como você vai vender uma coisa quando se investe um valor exorbitante desses e dá de presente para o comprador? Hoje em dia isso é falso, porque nós pagamos uma das maiores tarifas telefônicas do mundo. Isso é uma lenda, uma lorota.

A revolução do sistema de telefonia teria de qualquer jeito, foi uma estupidez político-estratégica, em sentido mais amplo, o Brasil não ganhou nada com isso, a revolução aconteceria de qualquer maneira. Foi um roubo incomensurável, inquestionavelmente uma roubalheira.

Quando você fala de privatização, esse livro não trata de privatização, mas, sim, de privataria, que é outra coisa.

O leilão da Petrobrás, por exemplo, foi feito em cima de pressões terríveis. Essas são jogadas internacionais, não dá para pegar em apenas um detalhe, como no caso da telefonia. O livro mostra as perversidades. Para fazê-lo, nós fomos às periferias de São Paulo para conviver com o povo, para ver qual a tarifa de luz, para descobrir como alguém com salário mínimo paga R$ 500 de luz. Há pessoas querendo se suicidar por causa das dívidas pendentes. É só entrar na periferia para ver isso. A telefonia é a mesma coisa. Ampliou-se o papo furado, a maioria das pessoas usa os pré-pagos e ainda pagam tarifas espantosas para esses grupos. Enfim, a roubalheira continua, eu não sei como se estrutura isso, talvez seja tarefa para um outro livro.

Um dos capítulos do livro mais esclarecedores sobre as desmontagens de bancos com caixa, foi quando fizemos uma “entrevista mediúnica” com Aloysio Biondi. Tentamos trocar em miúdos o que foi essa roubalheira. Esse capítulo deixa claro que não dá para comparar o que aconteceu naquela época, de quase 10 anos de tucanato, ao que acontece agora. E não estou sendo benevolente com o que está acontecendo agora.

Cezar Santos — Mas fica parecendo isso: que o sr. sataniza muito um período para “angelizar” o outro — no caso, o período atual, sendo que as evidências estão aí. Por mais que a gente tenha de desconfiar de uma mídia que passa mensagens interessadas, a corrupção desse governo é muito evidente. Ou não?
Eu vejo, sim, o que acontece. Mas eu não estou tratando disso no livro, tanto que o título inicial pensado seria “Honoráveis Bandidos 2” — nem usaríamos o termo “privataria” na capa, isso foi uma decisão tomada na sequência. Se nós queremos pegar uma época, temos de nos situar em tal época. Como já disse, acho que Lula já foi “contemplado” com muitos livros, enquanto não havia nenhum do período FHC.

fonte:link
Via: Poços 10

Entenda o que é o ebola

O vírus ebola é um dos mais contagiosos ao homem e seu nome vem de um rio no Congo onde ele apareceu pela primeira vez na década de 1960. Um subtipo do vírus infectou milhares de pessoas e matou mais de 600 na África somente em 2014. A contaminação acontece pelo contato com o sangue, fluídos corporais ou tecido de uma pessoa infectada. Depois do período de incubação do vírus, aparecem sintomas como dor de cabeça e no corpo, que evoluem para vômitos, insuficiência hepática e hemorragia interna e externa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o ebola tem índice de fatalidade de 90%.

Saiba qual é o risco de a epidemia chegar ao Brasil:

Dificuldade de contágio e pouca mobilidade das pessoas infectadas são fatores que podem impedir que o vírus se espalhe para fora do continente africano

Mais de 1.300 pessoas foram infectadas e 729 morreram na África Ocidental em decorrência da pior epidemia de ebola da história. Órgãos de saúde do mundo todo estão atentos ao risco do surto se disseminar para outros países e cruzar continentes.

Na quinta-feira, o governo brasileiro reforçou recomendações às equipes de saúde encarregadas de atender passageiros que apresentaram durante a viagem ao Brasil problemas como febre, diarreias ou hemorragias. A medida, na avaliação do Ministério da Saúde, é suficiente para identificar de forma rápida casos de uma eventual contaminação por ebola em viajantes. Normas mais drásticas, como a suspensão de voos, não estão sendo analisadas. 

A possibilidade da chegada do ebola ao Brasil é considerada baixa pelo Ministério da Saúde. O infectologista Esper Kallás, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, faz o mesmo diagnóstico. Um dos motivos, segundo o médico, é que a gravidade dos sintomas dificulta a locomoção de doentes e o contato com muitas pessoas. "Os sinais da doença são perceptíveis e o paciente fica extremamente debilitado", diz Kallás. A enfermidade começa a se manifestar com febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, vêm vômitos, diarreias, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. 

Contágio – A transmissão ocorre pelo contato de sangue, secreções e fluidos corporais de doentes, não pelo ar. Por esse motivo, quem corre mais risco de contaminação são familiares de doentes e profissionais de saúde. "Num avião, por exemplo, a probabilidade de uma pessoa infectada transmitir a doença aos indivíduos ao redor é baixa, mesmo no período de incubação, que vai de duas a três semanas", diz Kallás. Esse é um dos motivos pelos quais o ebola nunca saiu da África em quase quarenta anos de existência.
 
Viagens à África – Não existe uma recomendação do governo brasileiro para que as pessoas deixem de viajar a países endêmicos. "A situação nesses países se agrava, pois são regiões em conflito, nas quais os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global", afirmou na terça-feira o ministro da saúde, Arthur Chioro.

Não é a leitura das autoridades de saúde americanas, que na quinta-feira elevaram ao nível máximo o alerta de viagens para Guiné, Libéria e Serra Leoa. "Pedimos para que não façam viagens à zona afetada a menos que seja essencial. Precisamos evitar o risco de contágio e ajudar os países a controlar a doença", disse Tom Frieden, diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos.

Entenda por que o surto de Ebola está fora de controle

Desde o início do ano, vírus já causou mais de 660 mortes em quatro países no oeste africano. Propagação da epidemia em áreas urbanas e crenças populares ajudam a explicar a dimensão que o problema tomou

A pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria. 

O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como o médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado, e o que chefiava o combate à moléstia em Serra Leoa, nesta terça-feira.

Propagação — Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. "Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença", disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.

Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.

A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.

Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. "Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio", disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.

Medidas — Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas "drásticas" para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.

No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.

Mundo — A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (como sangue, suor, urina e saliva) – e não pelo ar.

Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há indicação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. "A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global", afirmou Chioro.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.

Associação dos Juízes Federais do Brasil considera caso “gravíssimo, do ponto de vista ético”

Juízes querem apuração sobre empresa de Barbosa
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se manifestou sobre a empresa criada na Flórida, Estados Unidos, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, para adquirir um apartamento na cidade de Miami, que tem como sede o imóvel funcional onde ele mora. Para o presidente Ajufe, Nino Toldo, o fato de a empresa estar sediada no imóvel funcional que Barbosa ocupa “é gravíssimo, do ponto de vista ético”.

Segundo ele, “não é dado a nenhum magistrado, ainda mais a um ministro do Supremo, misturar o público com o privado”. E completou: “Dos magistrados, espera-se um comportamento adequado à importância republicana do cargo, pois um magistrado, seja qual for o seu grau de jurisdição, é paradigma para os cidadãos”. Questionada a respeito da abertura de procedimento para averiguar a regularidade da operação, a Procuradoria-Geral da República não se manifestou.

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A Ajufe defende a apuração “rigorosa” acerca das duas situações. “Um ministro do STF, como qualquer magistrado, pode ser acionista ou cotista de empresa, mas não pode, em hipótese alguma, dirigi-la”, afirmou o presidente da entidade, Nino Toldo, referindo-se ao artigo 36 da Lei Complementar 35. “Essa lei aplica-se também aos ministros do STF. Portanto, o fato de um ministro desobedecê-la é extremamente grave e merece rigorosa apuração”, ressaltou Toldo.

Além disso, o fato contraria o Decreto 980, de 1993. Segundo o Ministério do Planejamento, o inciso VII do artigo 8º da norma – que rege a ocupação de imóveis funcionais – estabelece que esse tipo de propriedade só pode ser usado para “fins exclusivamente residenciais”.

Nos registros da Assas JB Corp., pertencente a Barbosa, no portal do estado da Flórida, nos Estados Unidos, consta o imóvel do Bloco K da SQS 312 como principal endereço da companhia usada para adquirir o apartamento em Miami – conforme informado pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo passado. As leis do estado norte-americano permitem a abertura de empresa que tenha sede em outro país. A Controladoria-Geral da União (CGU) também assegurou que o Decreto 980 não prevê “o uso de imóvel funcional para outros fins, que não o de moradia”. O presidente do STF consta, ainda, como diretor e único dono da Assas JB Corp. A Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35, de 1979), a exemplo da Lei 8.112/90, do Estatuto do Servidor Público Federal, proíbe que seus membros participem de sociedade comercial, exceto como acionistas ou cotistas, sem cargo gerencial.

Rede Brasil Atual 

“O Egito não intervirá para deter a guerra na Faixa de Gaza porque o Hamas conspirou com a Irmandade Muçulmana contra o Egito. O Hamas trabalhava com a Irmandade Muçulmana contra o exército egípcio”

O atual ataque do Hamas a Israel persuadiu a previsível confusão de nacionalistas palestinos, islâmicos, ultra-esquerdistas e anti-semitas de sair da caverna para criticar de forma ameaçadora o Estado judeu. Porém, mais curiosamente, Israel está recebendo apoio, ou contenção e equanimidade pelo menos, de fontes inesperadas:

O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: “Hoje nos enfrentamos ao perigo de uma escalada integral em Israel e Gaza com a ameaça de uma ofensiva terrestre ainda palpável e somente evitável se o Hamás deixar de disparar projéteis”. As Forças libanesas de Interior detinham dois particulares por haver disparado projéteis sobre Israel. Efetivos da segurança egípcia confiscavam uma vintena de projéteis que estavam sendo introduzidos de contrabando em Gaza. Mahmoud Abbas, secretário da Autoridade Palestina, assistia em Israel a uma “conferência de paz” organizada pelo diário Haaretz, a mesma jornada em que começava o atual enfrentamento* e indignou o Hamás por sua disposição a seguir trabalhando com o Governo de Israel. O ministro jordaniano de Exteriores, Nasser Judej exigia que Israel “detenha imediatamente sua escalada”, porém equilibrava isto com chamamentos à “restauração da calma total e o respeito aos civis” e “a volta às negociações diretas”.

François Hollande, presidente da França, dava a Netanyahu o respaldo mais fervoroso de todos os líderes estrangeiros, ao assegurar ao líder israelense que “a França condena com firmeza os ataques” a Israel, e expressava “a solidariedade da França aos projéteis disparados de Gaza. O governo israelense há de adotar todas as medidas necessárias para proteger sua população de todas as ameaças”.

Os meios de comunicação convencionais também estão mostrando uma equanimidade inusual à Israel. A BBC publicava o artigo “São precisas as imagens de #GazaUnderAttack?”, relativo a umas fotografias que dizem mostrar os efeitos dos ataques israelenses em Gaza, e concluía que “Parte das fotografias são da situação atual em Gaza, porém a análise #BBCtrending descobriu que algumas remontam a nada menos que 2009, e as há procedentes da Síria e do Iraque”. O jornalista da CNN Jake Tapper perguntava à antiga assessora legal da OLP, Diana Buttu pela gravação de porta-vozes do Hamas que instam os civis de Gaza a proteger as residências dos líderes do Hamás com seus corpos. Quando Buttu replicou chamando esta acusação de racista, Tapper respondeu: “Não é racista, temos o vídeo... Não é racista, é um fato”.

Impondo-se a todos estes indicadores, mas menos curioso, Rasmussen refere que o provável votante norte-americano culpa mais os palestinos do que Israel, por uma margem de quase 3 a 1 (42 por cento frente a 15 por cento) pelo conflito em Gaza (segundo a sondagem levada a cabo nos dias 7-8 de julho, recém começadas as hostilidades). É talvez a estatística mais importante, com diferença do conflito fora do Oriente Próximo, mais evidentemente que os votos no Conselho de Segurança.

Comentários: 
(1) A frieza ao Hamas é em grande medida produto do descobrimento tardio de que os islâmicos representam um perigo maior que os sionistas. Porém a sobriedade dos meios convencionais insinua que, em parte, também se depreenderia do rechaço às táticas vis do Hamas e à repulsa a seu repugnante objetivo de destruir Israel. 

(2) Sendo político o objetivo do Hamas nesta guerra, este menor apoio ganha uma importância notável. (11 de julho de 2014).

*12 de julho de 2014: minhas informações acerca da assistência de Abbas à conferência do Haaretz procediam do artigo de Al-Monitor acima, onde ele diz que “No apogeu dos bombardeios israelenses de Gaza na primeira hora de 8 de julho, o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, surpreendeu os palestinos intervindo em uma conferência de paz organizada pelo periódico israelense Haaretz”. Porém, o jornalista Adi Schwartz corrigiu isto, escrevendo-me que Abbas não interveio no ato: “todos os representantes palestinos que se supunha assistiriam, decidiram boicotar a conferência. Ele assina uma coluna no periódico”.

13 de julho de 2014: “Egípcios esperam que Israel destrua o Hamas”, escreve Halid Abú Toamehed no Gatestone Institute. Alguns extratos: Azza Sami, Al-Ahram: “Obrigado, Netanyahu e que Alá nos envie muitos como tu para destruir o Hamas”. Amr Mustafá, intérprete, dirigindo-se aos palestinos na Faixa de Gaza: “Tens que desfazê-los do Hamas e vamos ajudá-los”. O Hamas deve deixar de se intrometer nas questões internas dos países árabes imediatamente: “Tira os vossos do Egito, Síria e Líbia. No Egito, hoje combatemos a pobreza criada pelas guerras. Temos problemas próprios de sobra. Não espereis que os egípcios dêem mais do que já deu. Tivemos bastante do que fizestes ao vosso país”.

O Al-Bashayer: “O padrão de vida de um cidadão de Gaza é muito mais elevado do que o de um cidadão egípcio. O pobre do Edito passa mais necessidade que o pobre da Faixa de Gaza. Que Qatar gaste quanto quiser na Faixa de Gaza. Nós não devemos enviar nada que falte em casa”.

Quando o famoso jornalista e apresentador televisivo Amr Adib criticou “o silêncio” de Sisi sobre a guerra na Faixa de Gaza, muitos egípcios lhe pediram que se calasse. Um exemplo: “O Hamas é responsável pela morte de soldados egípcios”. Hamdi Bakhit, antigo general: Israel deveria voltar a ocupar a Faixa de Gaza porque “seria melhor que o governo do Hamas”.

A apresentadora da televisão egípcia, Amany al-Hayat, acusava o Hamas de se fazer de vítima de um ataque israelense para obrigar o Egito a reabrir a passagem fronteiriça de Rafaj com Gaza. “Não querem mais que lhes abramos a passagem de Rafah. O Hamas está disposto a que todos os residentes da Faixa de Gaza paguem um elevado preço com o objetivo de se desfazer de sua crise. Não esqueçamos que o Hamas é o braço armado do movimento terrorista da Irmandade Muçulmana”.

Ahmed Qandil, responsável pelo Programa de Estudos Energéticos da instituição Al-Ahram Estudos Estratégicos, denunciava o ataque às instalações nucleares israelenses de Dimona como “estúpido” e advertia que isto põe em perigo vidas egípcias e árabes: “O Egito tem que adotar medidas de precaução”. Em resposta a esta intervenção, um egípcio escreve: “Que Alá faça vitorioso o Estado de Israel em sua guerra contra o movimento terrorista Hamas, durante este sagrado mês do Ramadán”.

Mustafá Shardi, jornalista: “Nenhum país árabe fez pelos palestinos o que fez o Egito. Por que o Hamas não acode ao (primeiro ministro turco Recep Tayyi) Erdogan? Onde está Erdogan quando faz falta? Por que guarda silêncio? Se ele abre sua boca, eles (Israel e Estados Unidos) lhe renhirão. O povo egípcio se pergunta: onde estão os nossos sequestrados e levados à Faixa de Gaza? O Hamas deveria se desculpar pelos milhares de túneis que se costumavam utilizar para introduzir recursos egípcios de contrabando. Todos têm seus próprios aviões privados e contas em bancos suíços”.

Mohamad Dahlán, antigo responsável do Interior na Autoridade Palestina, prediz que os egípcios não farão algo para salvar o Hamas: “O Egito não intervirá para deter a guerra na Faixa de Gaza porque o Hamas conspirou com a Irmandade Muçulmana contra o Egito. O Hamas trabalhava com a Irmandade Muçulmana contra o exército egípcio”.

Depois que o secretário da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, telefonou a Sisi para instar-lhe a trabalhar em “um cessar fogo imediato” entre Israel e Hamas, admitia que seu chamamento a Sisi havia fracassado. Segundo Abú Toameh, Sisi (do mesmo modo que muitos egípcios) parece “encantado de que o Hamas esteja sendo fortemente punido”.

O Hamas fez declarações da postura egípcia. Um porta-voz destacava: “É desafortunado ver que alguns egípcios apóiam publicamente a agressão israelense à Faixa de Gaza enquanto os ocidentais expressam solidariedade com os palestinos e condenam Israel”. Os líderes do Hamas utilizam termos como “traição” ou “conchavados”.

Por: Daniel Pipes
Tradução: Graça Salgueiro

Postado por Aloysio Tiscoski 

No vídeo, suposto policial aparece ensinado como fazer tocar jingle do candidato Capitão Wagner em sistema de som da viatura

Cap. Wagner eleito vereador em 2012
Um vídeo publicado nas redes sociais, na última semana, mostra suposto policial militar ensinando a fazer propaganda em benefício de candidato a deputado estadual Capitão Wagner Sousa (PR) através do sistema de som da viatura. O caso está sob investigação na Procuradoria Regional Eleitoral no Ceará (PRE-CE). 

Após receber denúncia de que bens da Polícia Militar do Estado (PM) estavam sendo usados em benefício de candidato, o Ministério Público recomendou ao comandante da PM, Lauro Prado, a adoção de providências para coibir a divulgação de qualquer tipo de propaganda partidária com uso de viaturas e equipamentos dos veículos.

No vídeo, um suposto policial aparece ensinando como divulgar jingle de campanha através do sistema de alto-falantes de viaturas. "Pessoal, agora eu vou ensinar a vocês a fazer a propaganda do Capitão Wagner. Você pega a ‘cabeça de bode’ da viatura, pega o celular e coloca o celular na ‘cabeça de bode’ com a música do Capitão Wagner", diz o militar no vídeo antes de fazer a demonstração.

Veja o vídeo:


Regras eleitorais
A conduta do policial pode representar, em tese, segundo o procurador regional eleitoral, Rômulo Conrado, infração à Lei das Eleições que proíbe agentes públicos, servidores ou não, de ceder ou usar bens móveis ou imóveis públicos, em benefício de candidato, partido político ou coligação, ressalvada a realização de convenção partidária. O objetivo da regra é garantir o equilíbrio na disputa eleitoral. 

Apesar da propaganda se referir ao candidato Capitão Wagner, conhecido pela atuação junto aos policiais militares, o ministério público ressaltou não haver, no caso do denunciado, indicativo de anuência ou mesmo de conhecimento do candidato em relação à prática ilícita. 

Além de solicitar à PM providências para impedir atos semelhantes, a PRE recomentou que sejam identificados os responsáveis por propagandas irregulares e que seja comunicado ao órgão qualquer procedimento disciplinar ilegal para apuração. 

O POVO Online tentou contato com o vereador Capitão Wagner e com sua assessoria de imprensa, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta matéria.
A internet oferece uma infinidade de oportunidades aos usuários. Por meio dela, podemos expressar ideias, formar opiniões e dialogar com as pessoas. No entanto, este mesmo espaço tem sido utilizado para divulgar informações falsas. Independentemente dos motivos que levam ao seu compartilhamento na rede, a ideia do jornalista Edgard Matsuki é desmentir tais notícias.

Jornalista desvenda verdade sobre boatos divulgados na web
Crédito:Divulgação
Em junho de 2013, ele desenvolveu o Boatos.org. A página mostra que diversas histórias curtidas pelos internautas não passam de meras criações. Ao fazer a cobertura de tecnologia para grandes veículos de comunicação, Matsuki “via a necessidadede existir um espaço que explicasse o volume das informações na internet e que seria um tema de interesse”, conta.

“Podemos verificar alguns casos de notícias que enganaram jornalistas que não conseguiram checar corretamente uma informação”, completa. Entre eles, está a declaração do jogador da seleção argelina Slimani de que o time iria doar o prêmio conquistado na Copa para palestinos de Gaza. O site foi o primeiro a desmentir a informação, divulgada em diversos veículos.

Tudo funciona como uma bola de neve. No episódio do argelino, os portais brasileiros tinham como referência jornais estrangeiros, que filtraram a notícia de sites de futebol, que se basearam em um tuiteiro influente que, finalmente, descobriu a informação por meio de um perfil falso do atleta no Twitter. “Se a fonte da notícia fosse checada, não teríamos o problema”, diz Matsuki.

Página ajuda a conferir notícias falsas nas redes sociais
 Crédito:Divulgação
Na avaliação do jornalista, a ânsia pela informação rápida tem dominado as redações pelo dever de obter o furo de reportagem sobre o fato “A primeira consequência é mais volume de informação, mais cópia e menos apuração. A segunda são os boatos e as barrigas”, revela. 

Apuração reforçada

Para investigar as notícias que circulam na internet, Matsuki reuniu estudantes e recém-formados em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) que já haviam trabalhado com ele em outros projetos. No momento, a equipe conta com oito profissionais dispostos a revelar o contexto por trás do que é divulgado nas redes sociais. 

Apesar de reconhecer o potencial dos membros da iniciativa, ele revela que há recomendações para que sejam verificados os dados de cada informação a ser analisada. “Vale identificar sites que divulgam notícias falsas ou duvidosas. Acho que o caso do Diário Pernambucano, que algumas vezes é confundido com o Diário de Pernambuco, é emblemático”.

“Não foram poucas as notícias desta fonte divulgadas como verdade. Por fim, vale seguir sites como o Boatos.org. Até porque, o desmentido está virando pauta no jornalismo”, diz. A principal ferramenta para o trabalho de apuração pode ser mais simples do que se possa imaginar. 

O jornalista acredita que o Google pode ser um ótimo aliado do repórter no processo de apuração de uma informação para uma reportagem, pois nele podemos encontrar “fotos ou datas de indexação das matérias. É possível fazer uma engenharia reversa de uma história”.

Novos projetos em pauta

Atualmente, o portal se dedica exclusivamente ao conceito inicial, mas em ano de eleições, a página deve ganhar visibilidade, devido ao número de informações falsas levantadas no período. “Estamos sempre de olho. Nós vamos desmentindo na medida em que elas aparecerem", revela.

“Há apenas o cuidado de demonstrar que o site não tem nenhum objetivo político”. Pelo trabalho desenvolvido durante um ano de iniciativa, o reconhecimento chegou, mas de forma não muito agradável. “Já fomos convidados para sermos parceiros de sites com objetivos partidários, mas não aceitamos”, conta Edgard Matsuki.

Novas ferramentas para o Boatos.org estão em pauta, como parcerias na mídia e vídeos produzidos pelo portal. No entanto, o conteúdo das conversas não foram revelados. “Por enquanto, estamos apenas na fase de negociações. Mas não há previsão para as implementações”, conclui. 

Recomendações

Apesar de tratar de diversos assuntos, o jornalista diz que tem preferências sobre alguns temas, como supostos crimes, política e religião. Em destaque, ele aponta as seguintes matérias que podem ser conferidas  aqui no Portal Imprensa

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves


Fernando Brito
Não é só com o aeroporto que a cúpula da campanha de Aécio Neves está preocupada.

A continuidade da tendência de queda dos índices de inflação, apesar do terrorismo diário dos jornais (a capa de O Globo, hoje, é um primor), vai eriçando as penas do tucanato.

A queda anunciada pela Fundação Getúlio Vargas - deflação de 0,61% – é o dobro do que os -0,3% previstos pelo “mercado” no último Boletim Focus, uma publicação do Banco Central que se assemelha à cartinha do Santander.

Mais do que a queda, a terceira seguida – assusta o tucanato que tenha continuado a acontecer – o IGP do 2°  decêndio, fechado 10 dias antes, tinha registrado queda de 0,51% – e, sobretudo, que siga firme a queda no índice de preços ao consumidor, que caiu à metade em relação ao mês passado.

É um “terror”, porque a continuidade é que gera a percepção pública de que a alta dos preços “sossegou”, o que é seu mais importante termômetro de avaliação da economia, num quadro de desemprego baixo como o que temos.

Semana que vem, o IBGE divulga o IPCA, que deve ficar em torno de 0,15% e só não vai praticamente “zerar” por conta do brutal reajuste das tarifas elétricas, “cortesia” da Aneel que acredita na “petição de miséria” alardeada pelas geradoras, que choram  os lucros que previam com estiagem.

Uma delas, a Tratecbel, lucrou “apenas” R$ 73 milhões no segundo trimestre porque “guardou” energia para vender na segunda parte do ano, esperando preços mais altos.  É, como se lembram os mais velhos como eu, aquela história do “boi no pasto”.

Boi elétrico, claro.

A essa hora, no alto comissariado tucano para a economia, todas as esperanças se concentram numa mulher.

E claro que não é a Dilma, mas Janet Yellen, chefona do Federal Reserve americano.

Torcem para ela voltar atrás e retirar de uma vez só os estímulos à liquidez (conhecidos como “quantitative easing”) da política monetária americana e provoquem uma corrida – improvável – dos capitais aplicados aqui.

O FMI, sempre porta-voz dos interesses do capital financeiro, voltou com a lenga-lenga dos “cinco frágeis”.

A reação do governo brasileiro à essa história se explica como um recado na base do “não vem que não tem” para o Fundo.

Até porque, agora, no campo financeiro, a aliança dos Brics engrossou nossa voz. ContrapontoPIG
Setores ligados ao PP gaúcho estão preocupados com possíveis respingos do escândalo do aeroporto envolvendo Aécio Neves na campanha da senadora Ana Amélia Lemos para o governo do Estado. A preocupação é que o alinhamento entre a campanha da senadora gaúcha e do senador mineiro possa virar um problema a partir do caso do aeroporto de Claudio. A denúncia do aeroporto construído na fazenda que pertencia ao tio de Aécio Neves com dinheiro público teria atingido negativamente a candidatura do tucano, segundo informes publicados na imprensa. A Folha de S.Paulo dedicou um editorial ao assunto neste domingo.

O senador deve vir a Porto Alegre no próximo dia 2 de agosto para um ato político da campanha de Ana Amélia que está sendo chamado de “Encontro da Esperança”. A senadora comemora a vinda do candidato tucano em sua página no Facebook:  “Aécio Neves confirmou que estará comigo no dia 2 de agosto no Gigantinho”.

O discurso do “modelo de gestão” apregoado pelos partidários do senador mineiro, e repetido no RS pela campanha da senadora, sofreu um baque com a divulgação das notícias envolvendo a construção do aeroporto de Claudio em uma fazenda que pertencia a um parente de Aécio, a apenas 50 quilômetros de um outro aeroporto já construído em Divinópolis. Rsurgente


Na convenção estadual da executiva juvenil do PMDB (Partido do Movimento Democrático) que aconteceu neste sábado, 26 de abril em Francisco Beltrão, para eleger o novo presidente da executiva, o pré-candidato ao governo do estado do Paraná, Senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse (aos 2”40′) “O que você acha do Aécio Neves? Cheirador de cocaína, ladrão e sem vergonha?”.

O clima foi bastante tenso na convenção. O Deputado Federal do PMDB, Osmar Serraglio, fez a abertura da convenção, mas quando da chegada do líder Requião se retirou do local ‘às pressas’, segundo os correligionários do partido no município que se dizem ‘entristecidos’ com a situação.

Confira no áudio após os 2min40seg.

Jornal O Sudoeste
Desde às 13h (horário de Brasília) desta sexta (01/08/14), parte dos 1,3 bilhão de pessoas cadastradas no serviço recebe a seguinte mensagem ao tentar visitar a rede social: “Desculpe, algo está errado”. 

A empresa admitiu o problema. “Nossos engenheiros detectaram o problema e estamos trabalhando para resolvê-lo o mais rápido possível. Vamos atualizar em breve.”


o filme A Rede Social, o criador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, diz que um dos maiores triunfos de um serviço popular na web é se manter estável o tempo todo para seus usuários. Em outras palavras: nunca sair do ar. Em dez anos de vida, foram poucas as oportunidades em que a rede não estivesse acessível a seus usuários.

Usuários do mundo recorreram ao concorrente Twitter para relatar dificuldades de acesso à rede social a partir da web e aplicativos para smartphones e tablets.
Éderson marcou 21 gols, artilheiro
do Campeonato Brasileiro de 2013
Artilheiro do Campeonato Brasileiro 2013, Éderson está de saída do Atlético-PR. O jogador de 25 anos acertou a sua transferência para o Al Wasl, dos Emirados Árabes.

O atacante Ederson se despediu na tarde desta quinta-feira dos jogadores, membros da comissão técnica e funcionários do Atlético-PR no CT do Caju. Emprestado por um ano ao Al Wasl, dos Emirados Árabes, com possibilidade de compra, o jogador esteve no centro de treinamentos rubro-negro horas antes de viajar rumo a Dubai, onde fará exames médicos no novo clube

Em seu novo clube, Éderson será comandado pelo técnico Jorginho, ex-lateral e auxiliar técnico de Dunga em sua primeira passagem pela seleção brasileira, entre 2006 e 2010.

Éderson ainda terá a companhia dos atacantes Neto Berola, ex-Atlético-MG, e Ricardo Oliveira, ex-São Paulo.

Depois de fazer 21 gols no Brasileirão do ano passado e ser um dos principais responsáveis – ao lado de Paulo Baier – por colocar o Atlético-PR novamente na Copa Libertadores, Éderson caiu de produção nesta temporada.

Emocionado no momento de despedida nesta quinta feira, o atacante falou sobre como espera se adaptar no novo clube e o carinho que tem pelo Atlético-PR, onde chegou em 2007.

- Acho que a adaptação vai ser o mais rápido possível. Espero me dar tão bem lá como fui aqui no Atlético-PR. Deixo bastante amigos, fiz amizades muito boas aqui e tenho bastante o carinho de todo mundo. Espero deixar as portas abertas para quando eu retornar - disse em entrevista à rádio 98FM Curitiba e à RPCTV.

- É a mudança onde eu posso realizar os meus sonhos, de poder dar algo melhor para a minha família e meus pais, que merecem o  melhor. É isso que eu estou procurando, dar algo grande a eles. Chegou o momento de eu ganhar um pouquinho mais e realizar os sonhos que eu tenho - explicou.

- Tive uma vida aqui no Atlético-PR, estou aqui desde 2007, aprendi muitas coisa, fiz amigos, pessoas que considero da minha família. E fui muito feliz. Ano passado fiz uma grande temporada, mas sei que esse ano não fiz gols, mas procurei dar o meu melhor. Infelizmente os gols não vieram como no ano passado, mas saio de cabeça erguida.

Por fim, o ex-camisa 77 deixou um recado para a torcida atleticana.

- Quero dizer que estou feliz em estar indo, mas um pouco triste de deixar o Atlético-PR. Todo jogador tem família para sustentar. Fui muito feliz aqui, e a torcida esteve feliz com o tempo que eu estive aqui. Espero um dia voltar para dar alegrias novamente - disse. Uol/GE

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) atingiu em junho a menor taxa de desemprego total da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego

31/07/2014 - A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) atingiu em junho a menor taxa de desemprego total da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), iniciada em dezembro de 2009. O índice corresponde a 7,4% da População Economicamente Ativa (PEA) na Região e é 0,1 ponto percentual (p.P.) menor em relação à taxa de maio. Em números absolutos, o contingente de desempregados ficou em 136 mil pessoas, permanecendo no mesmo patamar do mês anterior, porém, reduzindo em 11,7% no comparativo com junho de 2013, quando foram contabilizados 154 mil desempregados.

Corroborando com um cenário mais positivo para o mercado de trabalho local, o nível ocupacional voltou a crescer em junho na RMF, registrando 1,4% de alta no mês e 2,8% de expansão face a junho do ano passado.

No sexto mês de 2014 o total de ocupados somou 1,706 milhão de pessoas contra 1,682 milhão em maio. Foram criados em junho 24 mil novos postos de trabalho na RMF - igual número de trabalhadores que ingressaram na PEA.

"Essas 24 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho de Fortaleza e Região Metropolitana foram absorvidas pelos 24 mil postos gerados em junho. Por isso o número de desempregados não diminuiu, se mantendo estável em relação a maio", explica Ediran Teixeira, coordenador da PED no Dieese, que apresentou o estudo, ontem, à imprensa.

Também permaneceu estável em junho, na comparação com o mês de maio, o tempo médio de procura por trabalho despendido pelos desempregados, que foi estimado em 25 semanas. Enquanto isso, a taxa de participação total, que representa a proporção de pessoas a partir de 10 anos de idade incorporadas ao mercado de trabalho, aumentou de 56,3%, em maio, para 57% no último mês de junho.

Leia mais no Diário do Nordeste | Ângela Cavalcante


Já passam de 1.200 palestinos mortos na faixa de Gaza desde o dia 8 de julho. Entre eles centenas de crianças. Os bombardeios de Israel não pouparam nem escolas e hospitais, supostamente "bases para terroristas". Ontem atacaram um abrigo da ONU, matando 19 palestinos. O Comissário da Agência da ONU para os refugiados disse que crianças foram mortas enquanto dormiam. Não satisfeitos, bombardearam também a única usina que fornecia energia elétrica para Gaza.

Às escuras, sem refúgio seguro nem hospitais e com cadáveres espalhados entre os escombros da destruição – este é o retrato da faixa de Gaza.

É possível uma posição de neutralidade? Só para os hipócritas. Neutralidade perante a barbárie e o genocídio equivale a tomar posição a seu favor. Não há meio termo possível em relação a Israel.

O colunista desta Folha Ricardo Melo teve a coragem de defender que a única solução para a questão é o fim do Estado terrorista de Israel. Foi bombardeado pelos sionistas de plantão e pelos defensores da neutralidade. E, como não poderia deixar de ser, acusado de antissemita.

Um pouco de história faz bem ao debate.

Editoria de Arte/Folhapress



Fronteiras Israel / Palestina

O movimento sionista surgiu no final do século 19, movido pelo apelo religioso de retorno à "Terra Prometida", em referência à colina de Sion em Jerusalém. A proposta era construir colônias judaicas na Palestina, que então já contava com 600 mil habitantes. Ou seja, não se tratava de uma terra despovoada, mas de um povo lá estabelecido há mais de 12 séculos.

Nem todos os sionistas defendiam um Estado judeu na Palestina. Havia formas de sionismo cultural ou religioso que reconheciam a legitimidade dos palestinos sobre seu território. Albert Einstein, por exemplo, foi um dos que rechaçou em várias oportunidades o sionismo político, isto é, um Estado religioso na Palestina e contra os palestinos.

No entanto prevaleceu ao longo dos tempos a posição colonialista. Seu maior representante foi David Ben Gurion que, diante da natural resistência dos palestinos, organizou as primeiras formas de terrorismo sionista, através dos grupos armados Haganá, Stern e Irgun –este último responsável por um ataque à bomba em um hotel de Jerusalém em 1946.

Os palestinos eram então ampla maioria populacional, com apenas 30% de judeus na Palestina até 1947. Porém, por meio das armas, a partir de 1948 –quando há a proclamação do Estado de Israel– a maioria palestina foi sendo expulsa sistematicamente de seu território. Cerca de metade dos palestinos tornaram-se após 1949 refugiados em países árabes vizinhos, especialmente na Jordânia, Síria e Líbano.

A vitória militar dos sionistas só foi possível graças ao contundente apoio militar de países europeus e dos Estados Unidos.

Em 1967, Israel dá o segundo grande golpe. Após o Presidente egípcio Abdel Nasser fechar o golfo de Ácaba para os navios israelenses, os sionistas atacam com decisivo apoio norte-americano, quadruplicando seu território em seis dias, tomando inclusive territórios do Egito e da Síria. Desta forma bélica e imperialista –como corsários dos Estados Unidos– Israel foi formando seu domínio.

Depois de 1967 foram massacres atrás de massacres. Um dos mais cruéis –ao lado do atual– foi no Líbano em 1982. Após invadir Beirute, as tropas comandadas por Ariel Sharon –que veio a ser primeiro-ministro posteriormente– cercaram os campos de refugiados palestinos em Sabra e Chatilla e entregaram milhares de palestinos ao ódio de milicianos da Falange Libanesa. Após 30 horas ininterruptas de massacre, foram 2.400 mortos (de acordo com a Cruz Vermelha) e centenas de torturados, estuprados e mutilados –incluindo evidentemente crianças, mulheres e idosos.

Hoje há 4,5 milhões de refugiados palestinos segundo a ONU. Este número só tende a aumentar pela política higienista de Israel.

Caminhamos neste momento em Gaza para o maior genocídio do século 21. E há os que insistem no cínico argumento do direito à autodefesa de Israel. Quem ao longo da história sempre atacou agora vem falar em defesa?

Tudo isso perante a passividade complacente da maior parte dos líderes políticos do mundo. O Brasil limitou-se a chamar o embaixador para esclarecimentos. Foi chamado de "anão diplomático" pelo governo de Israel e nada respondeu. Romper relações políticas e econômicas com Israel é uma atitude urgente e de ordem humanitária.

A hipocrisia chega ao máximo quando acusa os críticos do terrorismo israelense de antissemitas. O antissemitismo, assim como todas as formas de ódio racial, religioso e étnico, deve ser veementemente condenado. Agora, utilizar o antissemitismo ou o execrável genocídio nazista aos judeus como argumento para continuar massacrando os palestinos é inaceitável.

É uma inversão de valores. Ou melhor, é a história contada pelos vencedores. Como disse certa vez Robert McNamara, Secretário de Defesa dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, se o Japão vencesse a Segunda Guerra, Roosevelt seria condenado por crimes de guerra contra a humanidade e não condecorado com títulos e bustos pelo mundo. A história é contada pelos vencedores.

É possível que Benjamin Netanyahu, comandante do massacre em Gaza, ainda receba o Prêmio Nobel da Paz. E que os palestinos, após desaparecerem do mapa, passem para a história como um povo bárbaro e terrorista. Esquerdopata
Pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira (30) com eleitores de Pernambuco mostra que Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) estão empatados tecnicamente nas intenções de voto para presidente da República. A petista aparece com 41%, enquanto o ex-governador tem 37%. Considerando a margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma varia entre 38% e 44%; já Campos pode ir de 34% a 40%.

Na sequência, estão Aécio Neves (PSDB), com 6%, e Pastor Everaldo (PSC), com 1%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Intenção de voto em Pernambuco

Veja números da pesquisa estimulada
41376196Dilma Rousseff(PT)Eduardo Campos(PSB)Aécio Neves(PSDB)Pastor Everaldo(PSC)Brancos e nulosNão sabem ounãoresponderam0204060
Fonte: Ibope

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor:

Dilma Rousseff (PT): 41%
Eduardo Campos (PSB): 37%
Aécio Neves (PSDB): 6%
Pastor Everaldo (PSC): 1%
Brancos e nulos: 9%
Indecisos: 6%

Os candidatos Eymael (PSDC), Levy Fidelix(PRTB), Luciana Genro (PSOL), Mauro Iasi(PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Zé Maria(PSTU) e Eduardo Jorge (PV) não atingiram 1% das intenções. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de julho. Foram entrevistados 1.204 eleitores em 57 municípios do estado. O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos, a probabilidade do resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o número 00012/2014, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 00269/2014.

Aprovação do Governo Dilma

A pesquisa também mediu como o eleitor pernambucano classifica a administração da presidente Dilma Rousseff até o momento. Veja os números:

Regular: 34%
Boa: 28%
Péssima: 17%
Ótima: 10%
Ruim: 8%
Não sabe ou não respondeu: 1%

O Ibope pesquisou, ainda, a opinião do eleitor pernambucano sobre como a presidente Dilma está governando o país. Veja os números:

Aprova: 57%
Desaprova: 39%
Não souberam ou não responderam: 4%

Fonte: G1 PE