Candidatos vão ocupar 205 mil vagas em instituições de ensino superior.
Matrícula será nos dias 30 de janeiro, 2 e 3 de fevereiro.


Site do Sisu traz todas as listas de aprovados (Foto: Reprodução/Inep)


O Ministério da Educação divulgou na manhã desta segunda-feira (26) a primeira chamada de aprovados na edição do primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2015. Um total de 2.791.334 candidatos se inscreveram para concorrer às 205.514 vagas de 5.631 cursos em universidades federais e institutos tecnológicos.


A lista de aprovados está disponível no site do processo seletivo: sisu.mec.gov.br. O Sisu usa como critério de seleção a nota do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. O candidato pode consultar seu desempenho inserindo o número de inscrição no Enem e a senha de inscrição. O site permite ainda recuperar a senha do Enem.

No site do Sisu, é possível selecionar a instituição, o curso e a modalidade do turno para filtrar a lista de aprovados.

Matrícula
Os candidatos aprovados deverão fazer a matrícula nos dias 30 de janeiro, 2 e 3 de fevereiro nas instituições de ensino que oferecem as vagas, apresentando os documentos exigidos por elas e pela lei federal de cotas.

O candidato selecionado pelo Sisu deverá verificar, junto à instituição de ensino em que foi aprovado, o local, horário e procedimentos para matrícula.

Muita gente passa no Sisu e para estudar em
outro estado (Foto: Editoria de Arte/G1)
Passou? Vai estudar em outra cidade?
Muitos candidatos foram aprovados em instituições de outra cidade ou até outro estado em relação aonde residem. A especialista em educação, Andrea Ramal, colunista do G1, dá dicas para as famílias que vão ver o filho estudar longe. Veja as dicas

Não passou? Veja o que fazer
Quem não foi aprovado pode se inscrever na lista de espera até o dia 6 de fevereiro e acompanhar as chamadas que serão feitas a partir de 11 de fevereiro. A participação na lista de espera somente poderá ser feita na primeira opção de vaga do candidato.

Do total de vagas ofertadas por universidades federais, institutos tecnológicos e universidades estaduais nesta primeira edição do Sisu, 82.879 (ou 40%) estão destinadas a estudantes que atendam aos quesitos da Lei de Cotas, ou seja, que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas.

Pela lei, neste processo seletivo do Sisu, pelo menos 37,5% de suas vagas são para cotistas. Até 2016, as instituições deverão atingir o percentual de 50% de vagas reservadas.

Além da Lei de Cotas, algumas instituições promovem reserva de vagas por ações afirmativas, como vaga para deficientes, quilombolas ou um índice maior para alunos negros, pardos ou indígenas. No total, 12.825 vagas do Sisu são reservadas para ações afirmativas das universidades e institutos.

Prouni x Sisu
Outra opção para os alunos que não forem aprovados nas universidades públicas pelo Sisu é se inscrever no Prouni. O programa concede bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior. As inscrições foram abertas nesta segunda-feira.

O candidato do Prouni precisa ter feito ensino médio em escola pública ou como bolsista em escola particular.

Mesmo quem é aprovado no Sisu em uma universidade pública em outra cidade ou estado, mas não pode se mudar, costuma optar por fazer uma faculdade particular em seu município com bolsa do Prouni.

O candidato pode se inscrever no Sisu e no Prouni, desde que atenda aos critérios do programa. Mas caso seja selecionado nos dois programas, terá de escolher entre a bolsa do Prouni ou a vaga do Sisu.

10 MAIORES NOTAS DE CORTE DO SISU*

IES - Curso - Nota de corte

UFF - Direito - 830,39

UFRJ - Medicina (Rio) - 821,46

UFRJ - Eng. química - 816,23

UFPE - Medicina (Caruaru) - 810,71

UFMG - Medicina - 809,88

UFOP - Medicina - 809,83

UFTM - Medicina - 805,06

UFU - Eng. aeronáutica - 804,44

UFRJ - Cie. econômicas - 804,13

UFRJ - Medicina (Macaé) - 803,49

(*) Instituições que ofertam integralmente suas vagas pelo Sisu e que não dão bônus às notas dos candidatos

Números do Sisu
- 2.791.334 candidatos inscritos
- 1.595.368 mulheres inscritas (57%)
- 1.195.966 homens inscritos (43%)
- Minas Gerais teve o maior número de inscritos (327.601), seguido por São Paulo (306.956), Rio de Janeiro (249.252), Bahia (208.231) e Ceará (182.581)

- 51,9% das inscrições foram pela ampla concorrência, 42,7% pela lei de cotas, e ainda 5,4% para ações afirmativas. A relação candidato por vaga pela lei de cotas é maior que na ampla concorrência (27,99 contra 25,66)

- O curso de arquitetura e urbanismo do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) foi o mais procurado, com 13.777 inscrições

- Entre as universidades federais, o curso mais procurado foi medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 12.062 inscrições (75,39 candidatos por vaga)

- A Universidade Federal do Ceará (UFC) teve o maior número de inscrições (187.563), seguida pela UFMG (186.881), UFPE (177.235), UFRJ (174.110) e UFBA (149.487)

- Administração é a carreira mais procurada do Sisu, com 312.991 candidatos para 7.541 vagas. Em seguida vem direito (262.255 inscritos), pedagogia (249.348), medicina (237.267) e educação física 192.866

- Entre as universidades que colocam 100% das vagas no Sisu e não dão bônus por ação afirmativa, o curso com maior nota de corte foi o de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), com 830,39 pontos (veja ao lado a tabela com as dez maiores notas de corte).
(Reuters


Uma estudante de administração e modelo de Barranquilla, na Colômbia, foi eleita Miss Universo no domingo, vencendo 87 candidatas do mundo todo no concurso anual de beleza.

A brasileira Melissa Gurgel, do Ceará, ficou entre as 15 semifinalistas.

Paulina Vega, de 22 anos, neta do tenor Gaston Vega, estuda administração de empresas na Universidade Javeriana, em Bogotá, e trabalha como modelo desde os 8 anos, de acordo com o site do concurso.

Paulina triunfou sobre a segunda colocada, a Miss Estados Unidos Nia Sanchez, de Las Vegas, faixa preta em 4º grau em taekwondo.

As representantes da Holanda, Jamaica e Ucrânia completaram as cinco finalistas no 63º concurso anual, transmitido pela TV a partir da Universidade Internacional da Flórida, em Miami.

Paulina é a quarta sul-americana a ganhar o concurso nos últimos sete anos. Candidatas da Venezuela levaram o título no ano passado e em 2007 e 2008.

As cinco finalistas na sequencia  Colômbia (vencedora), Jamaica, Ucrânia, Holanda e EUA


(Reportagem de Chris Michaud)

A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está construindo os cascos das cinco unidades do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), articulado pelo Ministério da Defesa.

Divulgação/Marinha do Brasil
Ilustração do submarino de propulsão nuclear SN-Br
Ilustração do submarino de propulsão nuclear SN-Br. Fruto de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia, firmado em 2008 entre o Brasil e a França, o Prosub viabilizará a produção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nucelar (SN-Br) e mais quatro submarinos convencionais diesel-elétrico.

A Nuclep está encarregada da construção dos cascos resistentes dos submarinos, sendo responsável pelo fornecimento da parte estrutural mais complexa das embarcações. Para tal, profissionais de diversas áreas, entre elas, engenharia e soldagem, foram enviados à França a fim de conhecer as técnicas de construção da Marinha daquele país.

No final do ano passado, a Nuclep recebeu as seções de qualificação, o que atesta a competência técnica da empresa para a produção dos cascos. A seção de qualificação é um dos componentes que será usado na construção dos submarinos. As subseções da construção do primeiro submarino já foram entregues pela Nuclep à Itaguaí Construções Navais (ICN).

A expectativa é a de que o primeiro dos quatro submarinos convencionais esteja operando em 2017. "Nós esperamos que os quatro submarinos de propulsão convencional estejam prontos no período de 2017 a 2023, e o de propulsão nuclear, de 2023 para 2025", diz o coordenador-geral do Prosub, almirante-de-esquadra Gilberto Max. "O programa é calcado no tripé: transferência de tecnologia, nacionalização e capacitação de pessoal", ressalta.

Tecnologia

A parceria com a França prevê a transferência de tecnologia e expertise para a construção de submarinos mais modernos e qualifica o país a produzir submarinos de propulsão nuclear, o que garante maior autonomia no patrulhamento da costa nacional. Apenas cinco países no mundo dominam a tecnologia para construção desse tipo de embarcação. São eles: China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia.

De acordo com a Nuclep, os submarinos convencionais possuem aproximadamente 60 metros de comprimento por 6 metros de largura, enquanto o de propulsão nuclear tem 100 metros de comprimento por 9 metros de largura. Além disso, há diferença na autonomia de navegabilidade. Os modelos convencionais precisam subir à superfície para troca de oxigênio e recarga das baterias, já o nuclear pode ficar submerso por mais de dois meses.

Para o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Moura Neto, o SN-Br "garantirá ao País uma invejável capacidade de dissuasão por ser mais veloz e não necessitar vir à superfície para recarregar suas baterias, pode permanecer oculto por mais tempo e patrulhar áreas de maior extensão". 

Nacionalização

De acordo com a Marinha, a instalação nuclear do SN-BR será de total responsabilidade brasileira, e não terá participação francesa nesse processo. Desta forma, está previsto um elevado grau de nacionalização da embarcação. "Não existe transferência de tecnologia na parte da propulsão nuclear", afirma o Almirante Gilberto Max. "[A tecnologia] será toda desenvolvida por nós, e é um desafio grande que estamos gerenciando com as universidades e institutos de pesquisas", acrescenta. Leia mais sobre os benefícios científico-tecnológicos apontados.

A nacionalização de equipamentos é uma frente considerada central pela Nuclep. Entre os grandes projetos em que a empresa foi pioneira estão: a construção de cascos semissubmersíveis para plataformas da Petrobras – campo em que a Nuclep foi a primeira da América Latina –, a produção de equipamentos para plantas nucleares, a construção de uma câmara hiperbárica para o estudo de exploração em profundidade e o desenvolvimento de cilindros para transporte e armazenagem de urânio para as Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Via: Vermelho

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação


Depois das denúncias a respeito das irregularidades em relação ao aeroporto de Cláudio (MG) envolvendo a polêmica pista de pouso com o tráfico de drogas, a Drug Enforcement Administration (DEA) esteve no Brasil no mês de novembro.

Depois da repercussão nacional e internacional envolvendo o nome do senador Aécio Neves (PSDB) com helicóptero pertencente, a Agropecuária Limeira, preenchido com 450 quilos de cocaína, no qual foi divulgado amplamente pelo canal Telesur e um dos sites mais famosos dos EUA, o TMZ. O juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa do Espirito Santo, recebeu em seu gabinete o agente da Polícia Federal Rafael Pacheco. Ele estava acompanhado de dois homens que falavam português com sotaque.

Apresentaram-se ao juiz como agentes da DEA – a agência antidrogas americana. Os investigadores estrangeiros queriam saber o local do pouso do helicóptero que trouxe de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pelo menos 445 quilos de pasta base de cocaína. O local do pouso estava registrado no GPS da aeronave.

A conversa era informal e se alongou. Os agentes da DEA contaram ao juiz que, assim como o México é a rota da droga para os Estados Unidos, o Brasil se transformou no principal corredor da cocaína exportada para a Europa, e assim como no México o tráfico de drogas alimenta a política, no Brasil não seria diferente, e essa especulação que envolve o nome do Senador Aécio Neves, "os interessa e muito"!.

Telesur é um dos maiores canais de televisão da America Latina, já TMZ ganhou notoriedade quando o artista Michael Jackson faleceu. O TMZ foi a primeira mídia a divulgar sua morte superando grandes redes de notícias mundiais. 4 Horas mais tarde, a informação foi confirmada e o TMZ se tornou oficialmente uma referência de informações sobre celebridades.


Foco da investigação do DEA

A policia investiga se o aeroporto de Cláudio foi utilizado como rota para o tráfico de drogas, uma vez que já é pública a informação de que o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, apreendido no Espírito Santo transportando 445 quilos de cocaína em novembro passado, chegou a pousar antes em um ponto do povoado de Sabarazinho (apenas 14 km de distância do aeroporto mineiro de Cláudio), três horas antes de seguir viagem para um sítio na cidade capixaba de Afonso Cláudio. A PF chegou a tal confirmação baseando-se no rastreamento do GPS do helicóptero, assim como nas anotações do plano de voo dos pilotos. e apreendido pela Polícia Federal do Espírito Santo, no sudeste do país, no último ano. Jornal i9

Mulheres tiram sarro e praticam bullying com seus parceiros, que sucumbem às brincadeiras

Ganhador dos prêmios Especial do Juri e de Melhor Montagem no Festival de Gramado, As Hiper Mulheres (2011) intercala linguagem documental e ficção para abordar um ritual diferente e feito pelas mulheres da aldeia Kuikuro, localizado no Alto Xingu (MT).

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamuikumalu, um ritual feminino para que ela cante mais uma última vez. O ritual consiste, entre outras coisas, em invadir as cabanas dos homens durante a noite e forçá-los a praticar sexo, provocando e capturando - intercalando força e brincadeira - os homens da aldeia. Assista ao trailer:


O filme possuí outro diferencial que aproxima o mensageiro e seu objeto de estudo. A direção é assinada por Carlos Fausto, Leo Sette e Takumã Kuikuro, cineasta e índigena local, com produção do Vídeo nas Aldeias, da Associação Indígena dos Kuikuro do Alto Xingu e do Documenta Kuikuro - DKK.

Veja o filme completo:
      

Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial

O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.

“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.

Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa

O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.

Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!

O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Girão publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.

A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.

Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral

A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irã, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente

O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.

São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

Plano Brasil

Helsinki, capital da Finlândia, pode dar adeus ao transporte individual automotivo a partir de 2015. Testes para sistema impressionante de integração entre veículos urbanos tomam forma e jovens cidadãos não querem sequer saber de comprar carros.

Helsinki, Finlândia. Cidade pretende acabar com o transporte individual automotivo a partir     de 2015 (Foto: Alvaro Sanchez)

EcoDesenvolvimento

Dispor de um sistema de transporte público confiável e eficiente é uma meta de muitas cidades para desincentivar o uso dos automóveis e, assim, evitar os danos ambientais que eles causam. Há poucos dias, o poder público de Helsinki (Finlândia) anunciou um ambicioso plano que busca fazer, a partir do próximo ano, com que seus cidadãos não tenham motivos para utilizar os carros em 2025.

A meta, nesse sentido, é integrar vários modais ao seu sistema de transporte público. A engenheira de transporte do Departamento de Planejamento de Helsinki, Sonja Heikkilä, destaca que o plano não pretende proibir os automóveis, mas entregar mais opções de mobilidade sustentável com o objetivo de que as pessoas sintam-se completas com o transporte público.

O objetivo, segundo a engenheira, é mudar o paradigma de como nos movemos dentro da cidade – um tema complexo, porque muitas pessoas não querem renunciar aos seus carros, mas é possível pois a maioria está interessada em cuidar do meio ambiente e poupar dinheiro.

Para muitos jovens, o carro não é mais o símbolo de status que foi para seus pais, aponta Heikkilä ao Helsinki Times, com base em pesquisas. Essa percepção acerca da juventude é uma das apostas da capital finlandesa para que o plano seja um sucesso, levando-se em conta que um sistema de transporte público eficiente ajudaria a manter tal paradigma pelos próximos dez anos.

Demanda

O projeto de Helsinki, cidade com cerca de 600 mil habitantes, é baseado no conceito de que o transporte público precisa atender a uma demanda personalizada da população. Assim, quando uma pessoa precisar de transporte, poderá planejar sua viagem em aplicativos para smartphones nos quais sejam indicados horários, origem e destino, e se prefere ônibus, bicicletas, táxis, metrôs ou trens, para uso individual ou compartilhado com outros usuários.

A forma de pagamento estaria centrada em uma plataforma universal, independentemente do meio de transporte escolhido. Uma das opções sugere que os cidadãos paguem pelos serviços conforme o número de quilômetros percorridos. Outra alternativa propõe que se possam comprar quilômetros mensais.

É possível?

Atualmente, o transporte público de Helsinki é operado unicamente pela Autoridade de Transporte Regional. Heikkilä acredita que o plano poderia funcionar melhor em 2025 com a inclusão de outros operadores.

Por enquanto, está previsto que o plano funcione no final de 2014, numa versão piloto, em Valilla, um bairro central da cidade finlandesa, com o intuito de que seja ampliado posteriormente para outras áreas de Helsinki.

Um projeto semelhante tem sido desenvolvido em Hamburgo, na Alemanha, batizado de Green Network. Lançado em 2013, o plano busca eliminar o uso dos automóveis nos próximos 20 anos por meio da conexão com todas as áreas verdes da cidade, pelas quais os cidadãos poderão chegar a diferentes lugares caminhando ou de bicicleta.

O vídeo a seguir mostra um pouco como funcionam os trens/micro-ônibus de Helsinki, capital da Finlândia:


Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: 25 anos após queda do Muro de Berlim, episódio que simbolizou diminuição de fronteiras, barreiras físicas ainda existem em diversos continentes. Conheça cinco muros que ainda estão de pé.

EUA - MÉXICO

Felipe Amorim, Opera Mundi

Há 25 anos, caía na Alemanha o Muro de Berlim. Para muitos, o episódio sinalizava o início de uma nova era, de expansão da globalização e diminuição das fronteiras — simbólicas e reais. Um quarto de século após a queda deste ícone da Guerra Fria, ainda persiste, espalhada pelo mundo, uma série de fronteiras muradas construídas para separar povos.

Abaixo, selecionamos cinco desses “muros contemporâneos”:

1) CISJORDÂNIA-ISRAEL

Muro que separa Cisjordânia e Israel



























O Muro da Cisjordânia — ou “Muro da Vergonha”, como é chamado pelos críticos da ocupação israelense — começou a ser construído em 2002, período da Segunda Intifada, e separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Na época, foi dito que o intuito era impedir a entrada de palestinos para prevenir atos de terrorismo. Os que se opõem à barreira denunciam que o muro é uma ferramenta utilizada por Israel para, além de interditar as negociações de paz por estabelecer unilateralmente novas fronteiras, também anexar gradualmente porções do território palestino, muitas das quais passaram a abrigar assentamentos israelenses. Atualmente, a parede de concreto, ferro e arame farpado tem cerca de 440 quilômetros de extensão — se a construção da barreira for finalizada, cercando todo o território da Cisjordânia, o muro se estenderá para aproximadamente 700 quilômetros.

2) ESPANHA-MARROCOS: MUROS DE CEUTA E MELILLA

Muro que separa Espanha e Marrocos



Ceuta e Melilla são o enclave espanhol na África e representam o resquício do colonialismo europeu no continente africano. Sob o domínio espanhol, as duas cidades fazem divisa com o Marrocos e estão muito próximas do Estreito de Gibraltar, pequeno intervalo oceânico que separa os dois continentes. Até os anos 1990, a divisão entre os territórios espanhol e marroquino era pouco perceptível, e o trânsito de pessoas de um local para o outro era comum. Com a institucionalização da União Europeia e a política de livre-circulação dos cidadãos europeus, a Espanha foi incentivada a apertar o cerco em suas zonas fronteiriças. Assim, foram erguidos os muros, que chegam, juntos, a 20 quilômetros de extensão, com o objetivo de impedir a imigração de africanos para a Europa.

3) EUA-MÉXICO

Muro que separa EUA e México





O muro construído pelos Estados Unidos na fronteira com o México é o símbolo da política anti-imigração norte-americana. Num esforço contra os chamados “coiotes”, responsáveis por atravessar clandestinamente pessoas pela fronteira, Washington começou estabeler barreiras físicas entre as cidades de El Paso e Ciudad Juárez, e também entre San Diego e Tijuana. Com os ataques de 11 de Setembro de 2001, os EUA apertaram ainda mais o cerco, temendo que terroristas pudessem entrar em território norte-americano via México.

4) GRÉCIA-TURQUIA: MURO DE EVROS

Muro que separa Turquia e Grécia



A fronteira entre a Turquia e a Grécia era tida pela UE como a “porta dos fundos” para a entrada de imigrantes na Europa. Por esse motivo, a Grécia, o país europeu mais afetado pela crise econômica de 2008 e alvo de severas medidas de austeridade, resolveu investir € 3,2 milhões (R$ 10,15 milhões) para erguer em 2012 um muro de mais de 10 quilômetros de extensão ao longo de um trecho da margem do rio Evros, fronteira natural que separa a o território europeu dos vizinhos turcos.

5) COREIA DO NORTE-COREIA DO SUL

Muro que separa Coreia do Norte e Coreia do Sul





Percorrida ao longo do Paralelo 38, a faixa de terra que divide a península coreana em dois países tem 250 quilômetros de comprimento. Após o armistício que interrompeu sem pôr fim formal à guerra entre os dois lados — símbolo do embate entre as duas superpotências durante a Guerra Fria: o norte comunista, e o sul capitalista —, a porção de território foi transformada em uma zona desmilitarizada. Ou seja, uma faixa “neutra” onde militares das duas Coreias podem transitar, mas sem cruzar a linha que demarca o território de cada um dos países.

Vale a pena ler e conhecer essa história --> O piquenique que ajudou a derrubar o muro de Berlim, 25 anos atrás 

Secretário de Segurança Pública do Paraná, deputado Fernando Francischini (SD), que recebeu verba de indústria de armas em campanha eleitoral, deu entrevista à TV Tribuna com uma pistola bem ostensiva na cintura.

Secretário responde questões ao vivo em programa
da TV Tribuna portanto arma de fogo
No estilo do velho oeste, o secretário de Segurança Pública do Paraná, deputado Fernando Francischini (SD), deu entrevista à TV Tribuna com uma pistola na cintura, dando péssimo exemplo jogando contra campanhas de desarmamento para reduzir crimes violentos e letais nas ruas.

Nem o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) chegou a este ponto. Seu filho, Eduardo Bolsonaro, também deputado, foi armado a uma manifestação com pessoas que pediam a ditadura militar, mas a sua arma estava em baixo da camisa, pelo menos.

Nesta semana mesmo, um policial de Santa Catarina alcoolizado discutiu com um surfista desarmado e o matou com dois tiros. Um tragédia decorrente de abuso e irresponsabilidade no porte de arma.

Apesar de policiais poderem andar armados em várias situações – e Francischini é delegado licenciado da Polícia Federal –, nada justifica a ostentação da arma em um estúdio de TV cercado de toda a segurança e exibido para o grande público, inclusive para crianças, às 13h. A não ser o populismo barato de querer aparecer como um "xerifão", além do "merchandising" para a indústria de armas que já financiou sua campanha eleitoral.

Francischini recebeu da Taurus, grupo fabricante de armas, R$ 50 mil para sua campanha em 2010. Durante seu mandato de deputado era apontado como um dos membros da chamada "bancada da bala".

Com a reeleição de Beto Richa (PSDB/PR), o governador tucano nomeou Francischini secretário de Segurança Pública. Se os problemas com a criminalidade já eram graves antes, depois da nomeação do secretário, as dores de cabeça aumentaram, inclusive com um escândalo político e sexual envolvendo a secretaria.

Mal foi eleito, um membro do seu partido, o Solidariedade, Josimar Távora, foi preso no dia 12 de dezembro passado na cidade de Medianeira, por uma policial civil. O motivo foi assédio sexual. Uma gravação feita por ela mostra Josimar propondo uma ida ao motel em troca de ele intervir junto à Secretaria de Segurança para ela não ser transferida.

Como prova de sua influência, na gravação Josimar mostra diálogos como o deputado estadual Felipe Francischini, filho do secretário, de quem foi um dos coordenadores de campanha na região de Foz do Iguaçu.

Josimar fala que "recuperou" 300 mil da campanha, aparentemente enviados para vereadores e secretários municipais que não cumpriram a meta de votação combinada em suas cidades. Falta explicar se e como este dinheiro foi declarado à Justiça Eleitoral e se retornou ao fundo partidário como determina a lei. Afinal, se eram despesas de campanha, ganhando ou perdendo o dinheiro estaria gasto e não faz sentido "recuperar".

Na gravação, a policial simula acabar concordando com um encontro sexual, mas quando os dois se encontraram em um posto de gasolina, ela deu voz de prisão e Josimar ainda tentou tomar a arma dela, mas acabou preso.

As gravações são reveladoras e estão também publicadas em vídeo no Youtube:

Josimar Távora: Até quando o Francischini for secretário, mesmo se ele não fosse, durante os quatro anos do Beto, você vai estar sobre minha proteção...

Josimar: Viu, só 20 minutos o que eu tenho que fazer, eu faço. Tá?

Policial civil: ‘Tá’, eu vou.  [...] Vinte minutos de sexo vai valer a minha portaria?

Josimar: Vinte minutos! Vamos aqui pertinho.

Policial: É que agora eu não posso mesmo. Você sabe que eu iria...

Josimar: Vinte minutinhos... Nem vinte minutos? [...] Entendeu? A gente está aqui, já está resolvido...

Josimar: Qual é a pessoa mais próxima que organizou tudo nessa campanha? Fui eu. Se a doutora Tani (delegada) tivesse feito o que ela tinha prometido para nós, eu nem ia conversar com você, eu ia conversar direto com ela. Entendeu? Eu queria falar tudo para você, só que eu não vou falar tudo para você, resolver o seu problema e depois - aquilo que você falou - você não olha mais para minha cara. Só que você sabe que eu sei de tudo, entendeu? Toda a situação, tudo o que ocorreu, não sei a metade, eu sei tudo. Só para você ter uma ideia do naipe da conversa dos ‘cara’. Só para você ter uma ideia eu vou mostrar aqui umas gravações. Só para você ter uma ideia dos naipes das conversas. Nós recuperamos 300 mil da campanha, muitos ‘passou’ a perna em nós, entendeu? (mostrando imagens para ela) Essa aqui é minha loja. Esse aqui é vereador de Céu Azul, Brizolla. Esse cara é secretário de Santa Helena. Aqui ‘ó’. Para todo mundo sou representante, sou eu quem mando em tudo. Só para você ter uma ideia.

Deputado eleito Francischini Filho (em uma gravação): Aí Josimar, tudo bom? Já passou em alguns municípios daí, já ligou para alguns daqueles que traíram a gente para pegar de volta a ‘estrutura’? Quero ver os caras sambando agora.

Policial: Quem que é esse?

Josimar: Esse é o deputado, é o filho do Francischini.

Policial: E esse aqui?

Josimar: Aqui uma foto dele aqui ‘ó’.

Deputado eleito Francischini Filho (na gravação): Aí Jocimar, tudo bom? Já passou em alguns Municípios daí, já ligou para alguns daqueles que traíram a gente para pegar de volta a estrutura? Quero ver os caras sambando agora.

Josimar: Só vim dar o recado, depois se não devolver o dinheiro é com ele, daí.

Deputado eleito Francischini Filho (na gravação): Pode vir, Jocimar, só de manhã eu tenho compromisso na Assembleia, mas à tarde está um pouco mais liberado e especialmente à noite também. Só me liga antes daí.

Josimar: ‘Tá’ vendo? Só pra você entender as conversas.

Deputado eleito Francischini Filho (na gravação): Cara, o que teve de gente aqui. As minhas postagens no Facebook antes da eleição dava 100 curtir, 150 curtir... Vai acabar a eleição, qualquer coisa que eu posto dá 800 curtir, mil curtir... (Risada) Povo não tem ‘simancol’ mesmo. Falei para vocês... os prefeitos todos... não iam mandar ninguém embora que me ajudou, agora eles estão tudo precisando... agora é a deles que começa. Agora os foguetes apontado para os do prefeitos aí, né gente (risada).

Josimar: Agora, vou falar de um cara que a Tani indicou.

Indicado Tani (em gravação): Ô, Jocimar, você vai rodar um roteiro aí e já depois vou soltar vocês para ver uns ‘fiasqueiros’ lá de Matelândia, ‘tá’ uma vergonha. Assis Chateubriand também, Cafelândia... outra lá é Palotina também tinha que ‘tá’ com a gente... Teve um monte de município aí, que a gente vai rever. O Brizolla arrebentou, esse foi muito bom. Em Medianeira, a piazada foi bem também. Foz foi muito bom, cidade que é difícil fazer voto. Então, bola para frente agora. Passar a semana aí e vamos marcar o roteiro.

Josimar: Viu...

Policial: Ai, ‘tá’...

Josimar: Só para você ter uma ideia como está lá a coisa, então eu não posso falar pra você. Vou falar depois que eu sei que eu tenho intimidade com você, que eu sei que...

Policial: Tá, mas falando de mim... Eu quero saber de mim. Quem que quer me prejudicar? Por quê?

Josimar: Eu não posso falar...

Policial: Como que eu vou me defender? Como que eu vou saber que você está me defendendo? Mas como que eu vou saber?!

Josimar: Você viu o jeito da conversa lá. É só na segunda-feira, eu vou falar com o Felipe (Francischini), essa aqui eu não quero que mexe’. Pronto... Entendeu? Não tem ninguém que vai mexer com você. Nem o delegado-geral, ninguém.

Policial: Mas você quer sair e... é uma vez só?

Josimar: Não, vou sair uma vez com você, mas depois, se der, vamos sair mais vezes, entendeu? Eu vou ter que conversar com você... de repente você precisa de mim em outra situação, né? De repente você precisa... um cara está te incomodando, entendeu? E é rápido o meu negócio. É só uma ‘meia horinha’ só.

Josimar: Único jeito... tá?

Como se vê o secretário Francischini tem muito mais a fazer com a caneta para afastar influências políticas na secretaria que levam a propostas indecentes do que ostentar revólver em programas de TV. Via: RBA
Ah, chocolate é uma delícia, né? E barata, você acha gostoso? E não venha dizer que nunca comeu, porque comeu sim, e o pior de tudo é que provavelmente nem disso você sabia! Pois é, e a informação não é inventada e nem teórica, não: vem da Foods and Drugs Administration, órgão regulador dos EUA, de onde a maior parte de nossa tecnologia e produtos importados vêm.

E, pra sua infeliz descoberta, é completamente legal e aceito que cada barra de chocolate tenha até 8 (!) pedaços de barata, que podem ir de pernas à asas, passando, é claro, pela cabecinha – com antenas e tudo! E se depois disso você decidiu que nunca mais vai comer chocolate, outra notícia ruim: não vai adiantar nada.



De acordo com o FDA, todo alimento tem insetos em sua composição, e por isso que se criou um limite para essa quantidade: a de 60 pedaços de inseto a cada 100 gramas de chocolate. Apesar dessa grande quantidade, provavelmente não haverá efeito prejudicial para ninguém, exceto pessoas com alergias ou asma.

Como afirmou o alergista Morton Teich, “evitar insetos na comida é quase impossível. Você provavelmente teria que parar de comer completamente”, explica. Uma saída possível para o problema seria aumentar a quantidade de pesticida e outros tipos de combate químico e biológico aos insetos, o que poderia acabar trazendo muito mais problemas do que comer uma inocente perninha de barata aqui e ali. Afinal, se isso não mata os chineses, por que mataria a gente? Via: PandaEntediado

Fontes:                  


Lembro uma vez em que o atacante Mario Balotelli, então no Manchester City, exibiu sob a camisa de seu clube uma camiseta que dizia o seguinte: “Por que sempre eu?”

Balotelli, um dos melhores atacantes do time, era sempre objeto de intensas críticas e futricas, a despeito do grande futebol que jogava.

Era como se ele tivesse sido escalado para ser o cara mau.

De certa forma, Zé Dirceu poderia também mostrar uma camiseta com as mesmas palavras: “Por que sempre eu?”

É impressionante a caça a Dirceu. Quando a mídia deseja fazer uma nova rodada de ataque ao PT, você pode esperar. Lá vem “denúncias” sobre Dirceu.

Foram tantos anos de construção pela imprensa de uma imagem de símbolo da corrupção que os donos das empresas de jornalismo sabem que publicar alguma nova história sobre ele vai acender chamas num certo público de estridente e insuperável anafalbetismo político.

A perseguição a Dirceu é feroz. O que você pode ponderar é que o PT jamais teve coragem de enfrentar a mídia, mesmo no tempo de Dirceu.

Numa extraordinária aberração, o PT no poder continuou a abastecer de mensalões os barões da imprensa por meio de mamatas como anúncios, financiamentos, compras de livros e por aí vai.

Em nenhum momento Lula e Dilma disseram: “Bem, chega de farra. 500 milhões por ano para a Globo me bater dia e noite? Chega. Mais 150 milhões por ano para o Silvio Santos encher a emissora de pessoas como Sheherazade e Gentili? Chega.”

E daí sucessivamente. Ah, baixar a zero é muita coisa? Discordo, mas aceito. Então, divida-se o mensalão dos barões por dois imediatamente.

Leio, nos porta-vozes dos patrões, que Dirceu não pode ter consultoria. Quer dizer, então: ele não pode trabalhar.

Vamos tentar entender. Dirceu não pode ser consultor. Mas pessoas saídas de governos do PSDB podem.

FHC colocou na estratégica agência reguladora de petróleo o genro, David Zylbersztayn. Claro que Zylbersztayn era um gênio, e portanto a imprensa não tinha razões para discutir se havia aí nepotismo.

Mas, terminado o casamento, acabou a carreira de Zylbersztayn na cúpula da administração do sogro camarada.

O que ele foi fazer? Foi ser consultor. De petróleo.

Isso pode.

A injustiça no caso de Dirceu é a diferença de tratamento que ele recebe. O que para outros não é notícia nem de rodapé para Dirceu vira manchete.

E vamos entender: para alguém como ele, ou a opção é ser consultor ou, simplesmente, nada.

Altos funcionários de administrações amigas da plutocracia sempre encontram propostas de emprego nas grandes empresas. A plutocracia se protege.

A Globo arrumou ocupação até para o filho de Joaquim Barbosa.

No circuito das palestras, as grandes corporações pagam cachês milionários para seus amigos. (Barbosa está vivendo disso, agora.)

Há uma rede de proteção formidável para os que ajudam o Brasil a ser o que é, um campeão de desigualdade.

Dirceu está do outro lado.

Por que quebrar o sigilo bancário dele? Para reforçar a caricata imagem que se fez dele.

É um crime jornalístico divulgar valores de consultorias antes de investigá-las. Qual seria o valor certo para os serviços prestados por Dirceu? Ou queriam que ele prestasse consultoria de graça?

Mais uma vez, está aberta a temporada de caça a Dirceu, e vale tudo.

Ele poderia repetir Balotelli, repito: “Por que sempre eu?”

Torneio Colônia de Férias. 

Imagens: Projeto Esporte é Vida
Neste sábado dia 24 de Janeiro, foi encerrado com chave de ouro o Torneio "Colônia de Férias", com as crianças que integram o Projeto Esporte é Vida, que tem a Coordenação do Professor Paulo Sergio “Café” e tem um ponto muito forte, a determinação, persistência e o carinho pelo seu grandioso projeto com essa molecada. O Projeto tem o apoio da Secretaria de Esportes e Juventude, que não mediu esforços para a realização do certame e aconteceu no Ginásio Poliesportivo O Carneirão na Cidade de Pentecoste.

Este Projeto é aberto a todas as crianças que tem a faixa etária de 08 á 16 anos, o Paulo Sergio “Café”, cobra das crianças o comportamento social para com os seus companheiros, no sentido de respeito, companheirismo, união, solidariedade, aplica valores éticos e morais, além de cobrar que todos tenham boas notas nas suas respectivas escolas. Não admite que seus “atletas” tenham comportamento inadequado, conversa com todos e acompanha a vida de cada um dos seus quase 130 alunos.

O “Café” tem o apoio de alguns parceiros e principalmente o apoio dos pais e mães que confiam os seus filhos em sua responsabilidade, que é voltado em um trabalho de humanização ao esporte, tirando as crianças da ociosidade. Nosso blog também apoia o Projeto do amigo "Café".

Nosso amigo Professor “Café” se sente muito feliz com seu trabalho realizado.

O calor não tem dado trégua e as reclamações pipocam nas redes sociais em todas as regiões do Brasil. As temperaturas estão cada vez mais altas e se levarmos em conta a sensação térmica então, a coisa fica ainda pior.


Uma dica para quem não aguenta mais o sufoco, mas não tem condição de bancar um todo poderoso ar condicionado é esse tutorial do eHow, que ensina a fazer um ar condicionado potente, caseiro, utilizando materiais fáceis de encontrar.

MATERIAIS

- 1 balde de 5 litros (desses com tampo, como os que guardam cloro de piscina)
- 1 balde de isopor menor (que possa ser colocado dentro do de 5 litros e fique rente à borda)
- 3 pedaços de tubo PVC com mais ou menos 80 mm de diâmetro
- Serra comum e uma Serra copo
- 1 ventilador pequeno
- 1 galão de água congelada

PASSO A PASSO

Primeiro, marque o balde com a circunferência do ventilador. Em seguida, utilize a serra para fazer um corte circular na tampa do balde com o tamanho exato para encaixar o ventilador virado para baixo.

Depois, use a serra copo para cortar 3 círculos onde serão encaixados os tubos PVC e, por fim, corte os 3 pedaços de tubo com aproximadamente 10 centímetros.

Se o balde de isopor tiver tampa, corte-a da mesma forma que cortou a do balde maior para que também encaixe a face do ventilador.

Por último, coloque o balde de isopor no interior do balde de 5 litros, encaixe o ventilador e coloque o galão de água no interior dos baldes. Depois é só ligar na tomada.