PSDB, Doutor... exigiu R$ 10 milhões para não ter CPI em 2010'. Delator Paulo Roberto Costa detalha as negociações e afirma incisivo: a iniciativa de propor o pagamento de propina partiu do Presidente do PSDB na época

O delator Paulo Roberto Costa (Imagem: Agência Senado)
A presidência do PSDB, através de seu titular, o senador por Pernambuco, Sergio Guerra, já falecido, exigiu um total de R$ 10 milhões como propina, ao diretor da Petrobras e atual delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa, para sabotar uma CPI que investigaria a Petrobras já em 2010.

A denúncia do delator consta de um vídeo gravado em fevereiro deste ano pela Procuradoria Geral da República e só agora liberado. Ou pelo menos só agora divulgado pela mídia conservadora. Ainda não está claro quem segurou essa filmagem até agora.

Nela, o delator Paulo Roberto Costa, até agora tratado com deferência de estadista pelo colunismo conservador, detalha as negociações e afirma incisivo: a iniciativa de propor o pagamento da robusta soma em propina partiu do Presidente do PSDB. O dinheiro foi repassado ao partido tucano por meio do empresário lldefonso Colares, da empreiteira Queiroz Galvão — com sede no mesmo Estado do senador Sergio Guerra, Pernambuco.

“‘Serviço realizado; a CPI não foi feita”, afirmou Costa.

Irônico, voltando-se para seu advogado, o ex-diretor afirmou:

“PSDB, doutor…”

Segundo Costa, a negociação com a presidência do PSDB aconteceu em um hotel no Rio de Janeiro.
Um dos focos alegados da CPI abortada era a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, sob investigação do TCU.

Nenhum dos empreiteiros que participaram das obras foi ouvido na comissão.

O delator da Lava Jato afirma desconhecer detalhes de como o dinheiro foi pago ao PSDB, se em caixa dois ou em doações eleitorais oficiais.

Nas eleições de 2010, empresas do grupo Queiroz Galvão doaram um total de R$ 11,6 milhões para o PSDB.

Naquele ano, Sérgio Guerra era o presidente nacional do PSDB. No mesmo ano, a construtora repassou R$ 13,5 milhões a diretórios nacionais e estaduais do PT.

Abaixo, trechos do relato gravado em vídeo pela PGR, do Rio de Janeiro e só agora divulgado.

Paulo Roberto Costa: Eduardo da Fonte pediu para conversar comigo num hotel lá na Barra da Tijuca. Eu já conhecia Eduardo da Fonte, PP, aquele negócio todo. Cheguei lá no hotel, vai no apartamento –acho que era no Sheraton ali da Barra– vai no apartamento tal. Para surpresa minha, quem que tava no apartamento? Eduardo da Fonte e Sérgio Guerra. Os dois no apartamento…

Procurador: É hotel Sheraton?

Costa: É. Se não me engano era o Sheraton da Barra.

Procurador: É um perto do outro. Era Sheraton e tem um depoimento que era Windsor, é um dos dois, é um perto do hotel, agora tem que checar.

Costa: Muito bem, um do lado do outro.

Procurador: Parece que teve uma reunião no Sheraton e outro no Windsor sobre esse tema?

Costa: Foi mais de uma reunião, mas agora não posso te precisar, acho que foi uma reunião em um hotel e outra em outro. […] Eduardo da Fonte junto com Sérgio Guerra. Fonte era PP e Sérgio Guerra era PSDB.

Procurador: Era senador?

Costa: Senador e presidente do partido, acho que na época era presidente do partido. [Falou] ‘Paulo, nós estamos aqui para discutir um assunto que é interesse da Petrobras e tal, não sei o quê’. [Eu disse] ‘Qual é o assunto?’. ‘Não, temos a possibilidade de não efetivar a CPI da Petrobras’. Lá em 2009, 2010. Eu falei ‘mas como é que isso?’ ‘Não, se tiver uma recompensa aí a gente…’ Isso dito pelo S…
Procurador: Isso quem falou foi Dudu da Fonte ou o Sérgio Guerra?

Costa: Não, Sérgio Guerra. Porque ele é que tinha força para isso. O Dudu da Fonte aí foi um intermediário. Eu falei: ‘Eu não posso lhe dar essa resposta de bate-pronto, não tenho como te responder. Vou dar uma pensada, vamos conversar e tal’.

Procurador: Ele já falou o valor nessa ocasião?

Costa: Não, na primeira vez acho que não falou o valor. Aí voltamos, depois teve outra reunião, onde foi conversado o valor, aí ele colocou esse valor na mesa. Essa outra reunião, mesma coisa, Dudu da Fonte e Sérgio Guerra. […] No meu conhecimento, Ciro Nogueira não participou dessa reunião-podia estar por trás-mas não participou dessa reunião.

Procurador: Esse “analisar a situação” envolve conversar com alguém, pedir autorização?

[…]

Costa: É. Eu cheguei a levar esse assunto para o chefe de gabinete do presidente da Petrobras, do presidente [José Sérgio] Gabrielli. […] Levei esse assunto para ele e falei “está acontecendo isso e isso”. Ele falou “Paulo, era bom que resolvesse, né”. Eu falei: “É, era bom, né, era bom”. [risos]

[…]

Procurador: “Sim, seria bom que isso foi resolvido”, ele falou aí?

Costa: Ninguém queria que tivesse uma CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Ele falou isso e falou o quê, “vou conversar com o presidente”?

Costa: Não, não falou nada. Falou só que seria bom que fosse resolvido. Obviamente que ele deve ter conversado com o presidente, mas eu não tive uma resposta dele nesse sentido, ele não me falou nesse sentido.

Procurador: Ao falar isso, o senhor entendeu que era para seguir adiante, né?

Costa: Claro, claro, lógico. Tivemos a segunda reunião, onde foi colocado então o valor de R$ 10 milhões pelo Sérgio Guerra.

Procurador: O chefe de gabinete chegou a perguntar qual…?

Costa: Não, quando eu falei com ele não tinha o valor ainda.

Procurador: Mas o chefe de gabinete chegou a perguntar “quanto é eles estão querendo”?

Costa: Não, que eu me lembre não, falou só que era bom resolver. Armando Trípodi era o nome dele! Pode pôr aí. Armando Trípodi.

[…]

Costa: [voltando-se para seu advogado] “PSDB, doutor!”

Advogado: Mudam as siglas mas não mudam os homens.

Costa: [concordando] Não mudam os homens.

Advogado: Os homens mudam de siglas como mudam de camisa.

[…]

Costa: Em cima disso eu procurei o Ildefonso Colares, que era da Queiroz Galvão, que tinha contratos muito grandes lá na Rnest [refinaria Abreu e Lima da Petrobras] de Pernambuco. Por que Queiroz Galvão? Porque Sérgio Guerra era pernambucano. Então seria mais fácil Pernambuco com Pernambuco. Procurei a Queiroz Galvão, o Ildefonso, e pedi para que ele fizesse essa transação. Obviamente que isso ele tirou isso do caixa do PP. Do que seria de comissão para o PP, obviamente que ele tirou.

Procurador: Uma curiosidade, quando tira assim do caixa como é que fica para pagar aquelas despesas correntes, o mensalão dos deputados? Porque é uma despesa extraordinária, não prevista, tem que explica isso para todos os deputados?

Costa: Mas todos eles tinham interesse de que não tivesse CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Mas é isso que estou perguntando, avisava que ‘nós próximos meses não vai ter porque usamos lá para barrar’…

Costa: Sim, sim, sim.

[..]

Costa: [voltando-se para seu advogado] E dessa maneira a CPI de 2010 não foi feita. Não aconteceu. [risos] Isso vai para o livro, vai para o livro!

[…]

Procurador: E o senhor sabe como é que foi pago?

Costa: Também não. Eu…

Procurador: O senhor só acionou o Ildefonso?

Costa: O Ildefonso acionei e ele fez o pagamento e a CPI não ocorreu.

Procurador: E ele avisou depois o senhor quando ele fez?

Costa: ‘Serviço realizado’. Sim. E a CPI não foi feita.

Carta Maior - Via: Pragmatismo Político

FHC é citado por três jornalistas quanto ao seu envolvimento com a espionagem dos EUA

Por Redação - do Rio de Janeiro


Está esgotado nas duas maiores livrarias do Rio o livro da escritora Frances Stonor Saunders "Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da cultura", no qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é acusado, frontalmente, de receber dinheiro da agência norte-americana de espionagem, para ajudar os EUA a “venderem melhor sua cultura aos povos nativos da América do Sul”. O exemplar, cujo preço varia de R$ 72 a R$ 75,00, leva entre 35 e 60 dias para chegar ao leitor, mesmo assim, de acordo com a disponibilidade no estoque. O interesse sobre a obra da escritora e ex-editora de Artes da revista britânica The New Statesman, no Brasil, pode ser avaliado ao longo dos cinco anos de seu lançamento.

Quem pagou a conta?, segundo os editores, recebeu “uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior”, em 1999. Na obra, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e centro-esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, entre eles o ex-presidente brasileiro, “esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder”.

“Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life. No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo norte-americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social. Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos”.

As publicações Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter foram algumas das publicações que receberam apoio direto ou indireto dos cofres da CIA. Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA, além de FHC, estavam Irving Kristol, Melvin Lasky, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell e Mary McCarthy, entre outros. Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Ignacio Silone, Arthur Koestler, Raymond Aron, Michael Josselson e George Orwell.

O jornalista Sebastião Nery, em 1999, quando o diário conservador carioca Tribuna da Imprensa ainda circulava em sua versão impressa, comentou em sua coluna que não seria possível resumir a obra em tão pouco espaço: “São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas”, afirmou.

Dinheiro para FHC

“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de US$ 145 mil. Nasce o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)”. Esta história, que reforça as afirmações de Saunders, está contada na página 154 do livro Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro daquele ano.

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura militar havia lançado o AI-5 e elevado ao máximo o estado de terror após o golpe de 64, “desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos”, como afirma a autora. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. O ex-presidente Juscelino Kubitcheck e o ex-governador Carlos Lacerda tinham sido presos. Enquanto isso, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela para fundar o Cebrap. O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, por onde passou FHC, era voz corrente que o compromisso final dos norte-americanos girava em torno de US$ 800 mil a US$ 1 milhão.

Segundo reportagem publicada no diário russo Pravda, um ano após o lançamento do livro no Brasil, os norte-americanos “não estavam jogando dinheiro pela janela”.

“Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando (os dólares)”. Na época, FHC lançara com o economista chileno Faletto o livro Dependência e desenvolvimento na América Latina, em que ambos defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos”. A cantilena foi repetida por FHC, em entrevista concedida ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, na edição da última terça-feira, a última de 2013.

Com a cobertura e o dinheiro dos norte-americanos, FHC tornou-se, segundo o Pravda, “uma ‘personalidade internacional’ e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”.

Principais trechos da pesquisa de Saunders

1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).

2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).

3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).

4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).

5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritórios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).

6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45).

Espionagem e dólares

Não há registros imediatos de que o ex-presidente tenha negado ou admitido as denúncias constantes nos livros de Sauders e Leoni. Em julho do ano passado, no entanto, o jornalista Bob Fernandes, apresentador da TV Gazeta, de São Paulo, publicou artigo no qual repassa o envolvimento do ex-presidente com os serviços de espionagem dos EUA, sem que tivesse precisado, posteriormente, negar uma só palavra do que disse. Segundo Fernandes, “o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que ‘nunca soube de espionagem da CIA’ no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos”.

“Vamos aos fatos. Entre março de 1999 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista CartaCapital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Chegava inclusive a depositar na conta de delegados. Porque aquele era um tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações e a DEA bancava as de maiores dimensão e urgência”, garante Fernandes.

Ainda segundo o jornalista, o mínimo de “16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a ‘Reunião da Nação’, na embaixada, em Brasília”.

Bob Fernandes, que foi redator-chefe de CartaCapital, trabalhou nas revistas IstoÉ (BSB e EUA) e Veja, foi repórter da Folha de S.Paulo e do Jornal do Brasil, afirma ainda que “tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em abril de 2004, com a reportagem de capa, publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil. Vicente Chellotti, diretor da PF, caiu depois da reportagem de capa Os Porões do Brasil, de 3 de março de 1999. Isso no governo de FHC, que agora, na sua página no Facebook, disse desconhecer ações da CIA no país”.

http://www.ibet.com.br/download/Ac.%201402%C2%AD001.472.PDF 

A Operação Zelotes da Polícia Federal foi deflagrada nesta quinta-feira, 26, para desbaratar esquema que corrompia conselheiros e funcionários do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), para anular, reduzir ou atrasar cobrança de impostos da Receita Federal.

Os conselheiros do CARF, metade indicada pelo Ministério da Fazenda e a outra metade por contribuintes, julgam recursos daqueles que contestam cobranças da Receita Federal. O resultado pode confirmar ou livrar do pagamento.

A investigação da PF já apurou prejuízo de R$ 5,7 bilhões aos cofres públicos, que pode chegar a R$ 19 bilhões, em impostos que deveriam ter sido pagos e tiveram a cobrança anulada ou reduzida pelo CARF. Os valores deixam no chinelo a operação Lava Jato.

As investigações começaram em 2013, quando foi descoberta uma organização que “atuava no interior do órgão, patrocinando interesses privados, buscando influenciar e corromper conselheiros com o objetivo de conseguir a anulação ou diminuir os valores dos autos de infrações da Receita Federal”. De acordo com a PF, servidores repassavam informações privilegiadas obtidas dentro do conselho para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia em Brasília, São Paulo e em outras localidades, para que esses realizassem a captação de clientes e intermediassem a contratação de “facilidades” dentro do Carf.

As investigações identificaram que, em diversas ocasiões, foi constatado tráfico de influência no convencimento de empresas devedoras ao Fisco. “Eram oferecidos manipulação do andamento de processo, pedidos de vista, exame de admissibilidade de recursos e ainda decisões favoráveis no resultado de julgamentos de recursos a autos de infrações tributárias, por meio da corrupção de conselheiros”, informou a PF.

Até o momento a força-tarefa da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda, Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal, que executa a operação, não informou quem são os conselheiros e funcionários do CARF que supostamente se corromperam, nem quais as empresas corruptoras, que a PF suspeita de pagar propina para anular impostos. Assim, por enquanto, não se pode acusar ninguém pelo nome.

Órgão anulou cobrança de impostos sobre as Organizações Globo na venda de Shopping Centers.

A título de curiosidade, um caso das Organizações Globo foi julgado pelo CARF recentemente.

A Receita Federal autuou as Organizações Globo, considerando planejamento fiscal ilícito e distribuição disfarçada de lucros o processo de venda em 2008 dos Shopping Centers Botafogo Praia Shopping, Shopping Downtown, Centervale e Interlagos, que eram da empresa São Marcos, ramo imobiliário das Organizações Globo.

Segundo a Receita, a Globo não pagou imposto de renda, nem Contribuição Social (CSLL), sobre um um lucro de R$ 450 milhões na forma de ganho de capital (em valores de 2008).

A Globo recorreu primeiro à Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro e perdeu. A Delegacia entendeu que a cobrança tinha que ser mantida e paga.

Com isso recorreu ao CARF. Os conselheiros julgaram favorável à Globo e cancelaram a cobrança, interpretando o caso assim: “estamos diante da hipótese de elisão fiscal, ou, como queira, planejamento fiscal lícito”.

A íntegra da decisão do julgamento está aqui. Via: Blog Luiz Muller

O deputado Silvio Costa (PSC-PE), da base do governo Dilma, subiu à tribuna da Câmara decidido a metralhar a oposição (veja a íntegra do discurso no vídeo acima). Em sua fala, ele citou uma recente reportagem do Jornal Nacional sobre o trensalão paulista — o esquema de cartel montado por um grupo de empresas fornecedoras de trens e serviços — e lembrou que o esquema causou um rombo de R$ 481 milhões ao erário paulista.

Proporcionalmente ao orçamento, segundo o parlamentar, equivale ao rombo da Petrobras. No entanto, ele acusou a oposição de agir de forma hipócrita, pois pede o impeachment de Dilma Rousseff mas não faz acusações contra políticos sob os quais aconteceu o trensalão, dentre os quais está o ex-governador e agora senador tucano José Serra. O deputado se dispôs a descer da tribuna e recolher assinaturas de integrantes do PSDB e do DEM para a abertura da CPI do trensalão, já que a da Petrobras já está acontecendo.

Ele também disse que aparentemente a oposição faz diferença entre os ladrões da União e os ladrões paulistas, com os quais, segundo ele, os tucanos “bebem vinho” e “comem pão-de-ló”.

Assista a partir do minuto 8:15



Em discurso, presidente dos Estados Unidos disse que ex-presidente levou o Brasil a um patamar incrível, na luta contra a pobreza e a fome. Segundo Obama, Lula é a pessoa ideal para ocupar o cargo mais alto da Organização das Nações Unidas

Por Redação - com informações das agências internacionais

Segundo a agência internacional de noticias EFE, Obama nesta manhã discursou em evento na Casa Branca e destacou a "paz entre nações" em seu discurso. Obama também falou sobre o papel da ONU nessa questão, e que seria importante um líder que levasse a ONU a um padrão mundial de pacificador e apoio institucional as crises de guerra que abrangem o mundo, além da luta contra a fome e a discriminação. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Lula é a pessoa ideal para ocupar o cargo, o ex-presidente segundo ele, levou o Brasil a um patamar incrível enquanto foi presidente, na luta contra a pobreza e a fome, além dos acordos internacionais. 

Em 2010, o ex-presidente disse que não deve ocupar um cargo como este, pois o cargo de secretário-geral da ONU deve ser exercido por um técnico, e não por um ex-presidente.

O secretário-geral das Nações Unidas é o mais alto funcionário das Nações Unidas. Roosevelt chegou a nomeá-lo como “moderador do mundo”, e na Carta das Nações Unidas, a posição é descrita como “chefe administrativo oficial”. E segundo consta, esse é o próximo passo almejado pelo presidente Lula

A nomeação do secretário-geral é feita pela Assembléia Geral, após recomendação do Conselho de Segurança (passível de veto). Atualmente, o mandato do cargo consta de cinco anos, podendo estender-se por um segundo termo, sendo utilizado também o critério de rotação geográfica e da origem distinta dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Basicamente, trata-se do exercício da diplomacia e mediação sobre questões globais.

Em visita ao Oriente Médio, Lula colocou-se em posição de mediador dos conflitos Israel/Palestina. O porta voz da presidência da Palestina declarou que “[…] ele poderia ser um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar de maneira inteligente e admirável”. E, em mais uma de suas típicas metáforas, Lula disse que “O vírus da paz está comigo desde que eu estava na barriga da minha mãe”.

São 8 os que ocuparam o posto de Secretário-Geral da ONU: Trygve Lie (Noruega), Dag Hammarskjöld (Suécia), U Thant (Mianmar), Kurt Waldheim (Áustria), Javier Pérez de Cuéllar (Peru), Boutros Boutros-Ghali (Egito), Kofi Annan (Gana) e Ban Ki-moon (Coréia do Sul). Se por um lado o posto de Secretário-Geral exige muito jogo de cintura, por outro é uma posição de extrema visibilidade.

O mandato do atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai até o final de 2016. Assim, a escolha formal de quem vai sucedê-lo ocorrerá em meados de 2016, daqui a aproximadamente 1 ano e meio. O mandato é de 5 anos renovável por mais 5, pois apesar de formalmente não haver um limite de mandatos consecutivos, o limite de dois mandatos tem sido uma tradição muito forte quanto ao cargo. Assim, os próximos 10 anos do cargo mais importante da ONU podem estar em jogo, e nesse caso, mesmo 1 ano e meio antes da decisão final, as negociações quanto às candidaturas já estão ocorrendo com relativa intensidade.

Uma vez que o desafio principal da eventual candidatura de Lula seria não ter o veto de nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, é preciso analisar as condições políticas de cada um desses cinco membros. É aí que reside a grande particularidade deste momento histórico que favorece a eleição de Lula. Nos Estados Unidos, é Barack Obama, do Partido Democrata, e não um presidente do Partido Republicano, que será o chefe de Estado do país durante todo o processo de negociação e eleição. Na França, é François Hollande, do Partido Socialista, que em 2012 venceu Nicolas Sarkozy e encerrou 17 anos seguidos em que os conservadores estiveram na presidência do país, que será o chefe de Estado no processo. No Reino Unido, haverá eleições gerais em maio de 2015, e o favorito para ser eleito primeiro-ministro é o atual líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, que disputará o cargo com o atual primeiro-ministro do Partido Conservador, David Cameron. Se Miliband vencer, estará no cargo desde um ano antes da escolha de próximo secretário-geral da ONU, ou seja, será a liderança decisiva do Reino Unido quanto à posição do Reino Unido. Na Rússia, o presidente durante todo o processo será Vladimir Putin, que muito dificilmente vetaria o nome de Lula, não só pela questão dos BRICS, mas por questões geopolíticas até mais amplas. Quanto à China, o nome de Lula atenderia a requisitos importantes do país, como o aumento da inserção da China na economia mundial através das parcerias globais que o país está estabelecendo com países de todos os continentes, incluindo fortemente América Latina e África.

E qual é a importância de ser secretário-geral da ONU? Hoje em dia, há diversos temas de enorme importância que por sua natureza precisam de uma instância global de administração, porque afetam necessariamente a todos de uma forma intensamente difusa e inter-relacionada. Como exemplo posso citar três assuntos, importantíssimos. A preservação do meio ambiente (dentro da qual se inclui o aquecimento global) a gestão do armamento nuclear (que tem o potencial de destruir a civilização humana) e a administração da Internet (pela exponencial interconexão que gera entre as populações dos países). O mundo precisa de uma ONU que cumpra seu necessário papel, e por isso um secretário-geral que a faça funcionar com legitimidade popular e poder institucional relativamente efetivo é fundamental neste momento da história.

E qual seria o caminho concreto mais efetivo para que Lula fosse eleito secretário-geral da ONU em 2016? Obviamente, o próprio Lula teria que aceitar se candidatar. A única possibilidade disso acontecer me parece que é a formação de um movimento mundial em torno de seu nome composto de duas vertentes essenciais: 1) a formação e divulgação de uma lista de mais de 100 chefes de Estado e de governo do mundo apoiando a escolha de Lula como o próximo secretário-geral da ONU. 2) a expressão, organização e articulação popular em todo o mundo, especialmente na Internet e particularmente nas redes sociais, espaços em que os povos da Terra poderão se comunicar e se organizar mais eficazmente para ajudar a colocar no principal cargo da instituição que é o embrião do país planeta Terra uma pessoa que já provou que é capaz de se tornar o primeiro líder genuinamente mundial da história deste pálido ponto azul da nossa galáxia. Artigo Portal Metrópole
O estudo determinou que correr ou andar 1,6km em menos de 12 minutos é um parâmetro para boa forma

Homens "quarentões" em boa forma física têm menos chances de desenvolver cânceres de pulmão e colorretal. É o que sugere um estudo publicado pela revista médica especializada JAMA Oncology.

Os pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, também sugerem que a combinação de boa alimentação e bom nível de atividade física aumenta as chances de sobrevivência para homens em boa forma no caso de eles diagnosticados com a doença.

E alertam ainda que mesmo pequenas melhorias na rotina de exercícios já podem diminuir os riscos de câncer.

Ainda que exercício e alimentação balanceada sejam medidas já conhecidas para reduzir as possibilidades de se ficar doente, a autora do estudo da Universidade de Vermont, Susan Lakoski, acredita ser benéfico dizer as pessoas o quanto elas precisam melhorar sua forma física para reduzir o risco de câncer a níveis aceitáveis.

Isso viria sob a forma de planos personalizados de exercícios, que mediriam, por exemplo, sua capacidade cardiorrespiratória.

Teste da esteira
O estudo analisou 14 mil homens no Estado americano do Texas, com idades variando entre 46 e 50 anos. Os pesquisadores testaram o condicionamento físico dos voluntários fazendo-os correr numa esteira até a exaustão.

Os voluntários, então, tiveram sua forma física testada a cada seis anos e meio entre 1971 e 2009.
Homem se exercitando.

O estudo de Vermont descobriu que incidências de alguns tipos de cânceres caíram mais de 40% com a boa forma física.

Entre 1999 e 2009, 1.310 homens tiveram câncer de próstata, 200 de pulmão e 181 desenvolveram o colorretal.

Segundo os pesquisadores, homens com alto nível de atividade física na meia-idade reduziram seu risco de câncer de pulmão em 55% e o de colorretal em 44%, em comparação com homens mais sedentários - mais especificamente os que demoraram mais de 12 minutos para correr ou andar uma milha (1,6 km).

Porém, o estudo descobriu que homens com boa condição física não mostraram redução de risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

Os autores do estudo acreditam que isso se deve em parte ao fato de homens de bom desempenho cardiorrespiratório em geral serem mais conscientes em relação a sua saúde e mais dispostos a se submeter a exames de câncer de próstata - o que aumenta as chances de diagnóstico.

Seja como for, segundo Lakoski, "a mensagem é que a prevenção começa antes do que se imagina".

"Seus hábitos e sua forma física têm impacto no que vai acontecer 20 ou 30 anos mais tarde. E muita gente não pensa nisso".

A pesquisadora afirma no estudo que apenas estar em forma física acima da média já traz vantagens para a saúde.

Um porta-voz da ONG britânica Cancer Research, Tom Stansfeld, diz que a pesquisa mostra uma nova via de estudo das relações entre forma física e o risco de câncer.

"Praticar atividades físicas regularmente é ótimo para a saúde e o estudo mostra que os benefícios são muito maiores do que somente para a saúde cardíaca", afirma Stansfeld. BBC

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentaram projeto que proíbe cubanos no Mais Médicos. Senadores ignoram a importância desses profissionais na vida de quem antes não tinha acesso a médicos, além da excelência do atendimento humanitário relatado pelos pacientes

Os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) | Imagem: Agência Senado


Os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentaram um projeto de decreto legislativo (PDS 33/2015) para sustar o acordo que viabilizou o ingresso de milhares de profissionais cubanos no Programa Mais Médicos.

Ao justificarem o projeto, os senadores citam reportagem da revista Veja, segundo a qual funcionários do Ministério da Saúde e da Opas admitiram que o termo de ajuste foi usado para evitar o exame do tema pelo Congresso Nacional, o que seria indispensável caso se celebrasse um acordo bilateral.

“O referido termo de ajuste, firmado entre as partes, constitui ato normativo que exorbita do poder regulamentar próprio do Poder Executivo. Além disso, usurpa competência legislativa do Congresso Nacional em matéria de tratados, acordos ou atos internacionais”, concluem os senadores. O projeto será analisado, inicialmente, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A importância dos cubanos
A relevância do programa Mais Médicos e, principalmente, dos profissionais cubanos que integram o programa já foi relatada por centenas de pacientes. O início, porém, não foi de elogios.

Vítimas de uma resistência orquestrada por grandes veículos de comunicação e bastante hostilizados pelos partidos de oposição e por boa parte da classe médica brasileira quando chegaram ao Brasil, os médicos cubanos mostraram que têm muito a ensinar.

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em Feira de Santana. O cubano Isoel Gomes Molina foi afastado da Unidade Básica de Saúde em que trabalhava após uma médica brasileira denunciar que o profissional teria receitado um remédio errado para uma criança de 1 ano. Toda a comunidade se mobilizou em defesa do profissional.

“Queremos ele de volta. Meu filho melhorou logo graças a ele. Estão com raiva porque os cubanos estão fazendo o trabalho que eles não querem fazer, pois os médicos brasileiros tratam a gente como se fôssemos animais”, relatou a mãe de um menino atendido por Isoel.

Uma sindicância foi aberta para apurar o caso e concluíram que o profissional de Cuba não havia cometido erro.

Benção
Moradores de Jiquitaia, um povoado do interior cercado por cactos, bodes e gado esfomeado, antes viajavam 46 quilômetros em estrada de chão para consultar um médico.

“Foi uma benção de Deus”, disse o agricultor Deusdete Bispo Pereira, depois de ser examinado por dores no peito pela médica Dania Alvero, de Santa Clara, Cuba. “Mudou 100 por cento. Todo mundo está gostando. A gente tem medo que vão embora”, disse ele.

Idosos e mulheres grávidas lotavam o centro de saúde da família esperando ser examinados por Dania, que é especializada em medicina preventiva, como a maioria dos médicos cubanos.

Em municípios do Piauí, historicamente castigados pela ausência de médicos, a mortalidade infantil chegou a zero após a aparição dos profissionais cubanos. As mudanças radicais foram celebradas pela população. “O médico cubano dá atenção a gente, pergunta, fica ouvindo, explica o que gente deve fazer, orienta os exames. Eu achei melhor do que os outros, já fui atendido por vários”

Desistência
Dos médicos estrangeiros e brasileiros que trabalham no Programa federal Mais Médicos, os cubanos foram os que menos abandonaram a missão até agora, com 0,2% de desistências. O índice de abandono de médicos de outras nacionalidades é de 0,8%. Em relação aos médicos brasileiros que participam do programa o índice de desistência ultrapassa os 8%.

A medicina cubana
Internacionalmente aclamada, a medicina cubana tem outra visão de saúde.

“A chave [da medicina cubana] está na prevenção. Tenha bons hábitos. Em Cuba, existe o chamado doutor comunitário. Como um amigo, ele acompanha as pessoas de uma determinada região e visita os pacientes de surpresa. É por isso que é comum, em Cuba, você ver idosos se exercitando na praia. O resultado é que a expectativa de vida em Cuba, a despeito das limitações econômicas impostas pelo duríssimo embargo americano, é uma das maiores do mundo”, diz o jornalista Paulo Nogueira.

No Brasil, a chegada dos médicos cubanos provocou mudança de comportamento em outros profissionais. A explicação para a mudança está na formação acadêmica: a medicina cubana incentiva laços mais estreitos com os pacientes. “Os médicos que vêm de fora colhem material para preventivo. Alguns não faziam isso. Mandavam sempre a enfermeira. Já ouvi muitos dizendo que agora vão fazer o procedimento”, conta uma funcionária de uma unidade de saúde do Rio de Janeiro.

Cuba desenvolveu há sessenta anos uma medicina única no mundo, que alia a medicina moderna à medicina natural e tradicional. A ilha caribenha obtém hoje os melhores resultados do continente em matéria de saúde. No Brasil, como já foi relatado, os cubanos estão mudando a vida de milhares de brasileiros e transformando as relações entre médicos e pacientes; são esses profissionais que os senadores Cássio Cunha Lima e Aloysio Nunes querem expulsar do Brasil. Pragmatismo Político, com agência senado

Vamos nessa: Aqui em Pentecoste, temos um MÉDICO CUBANO EXTREMAMENTE PROFISSIONAL, e a população adora o atendimento do mesmo; devido ao profissionalismo e atenção dedicada a cada paciente, conquistando a simpatia e o carinho da população carente, principalmente com o objetivo deles que é o trabalho humanitário. A esse safados, pilantras do PSDB, querem proibir os médicos cubanos de trabalharem no Brasil. A população deveria era tirar esses senadores do PSDB do senado na base da porrada, isso sim... Esse Aluísio é um cafajeste e ainda queria ser vice presidente da república... Só na PQP mesmo.
Por Cristina Fontenele - Adital:

O Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML) segue até este sábado, 28 de março, na Universidade El Manar, em Túnis, capital da Tunísia, dentro da programação do Fórum Social Mundial. Em sua 4ª edição, o encontro reúne cerca de 300 comunicadores, blogueiros, jornalistas, organizações da sociedade civil e representantes de movimentos sociais de todo o mundo para discutir a construção de uma mídia mais democrática. 

Para Renata Mieli, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o FMML é um "espaço de trocas de experiências e organização da luta em defesa de uma nova narrativa contra hegemônica”. 

Um dos principais objetivos do FMML é aprovar a Carta Mundial da Mídia Livre, documento que prevê a existência de marcos regulatórios para promoverem a diversidade e a pluralidade nos meios de comunicação, a universalização da Internet e o incentivo às rádios comunitárias. A Carta, elaborada pelas entidades participantes, será sistematizada e lançada na Assembleia de Convergência pelo Direito à Comunicação, ao final do Fórum.

A mídia livre e alternativa tem sido um tema cada vez mais discutido pelos comunicadores. Blogs e sites estão se tornando plataformas importantes de divulgação de informações, muitas vezes, não transmitidas pela mídia hegemônica. Segundo a Carta Mundial de Mídia Livre, os meios comerciais reproduzem um sistema que favorece quem está no poder, excluindo e estigmatizando grupos marginalizados na sociedade. Para fazer frente a um sistema hegemônico de comunicação, a sociedade civil tem recorrido cada vez mais a meio alternativos em sua luta pela democracia, justiça social, igualdade e pluralismo.

A abertura do Fórum contou com mesas de debates sobre garantias e violações da liberdade de expressão e do direito à comunicação no mundo e nos países árabes. No debate de abertura, Roberto Savio, presidente da agência italiana Inter Press Service, disse que a existência de poucas organizações da mídia reduz cada vez mais as diferenças entre as coberturas jornalísticas. "Essa visão unilateral do mundo, em geral estadunidense, é estrangeira à cultura dos demais países”, declarou. 

A delegação brasileira representa a metade dos comunicadores que participam do Fórum e é integrada por 170 ativistas, com representantes da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Centro Barão de Itararé, Ciranda, CoMulher, Conectas, FNDC, Ibase, Intervozes, Inversion Latina, Mídia Ninja, Rebrip [Rede Brasileira pela Integração dos Povos] e UBM [União Brasileira de Mulheres]. 

Para o compartilhamento das informações nas redes sociais, os comunicadores estão utilizando as hashtags: #WSF2015 e #FMML. Acompanhe a página do evento no Facebook e no perfil do Twitter. 
Fórum Social Mundial 2015 

Também está acontecendo na capital tunisiana o Fórum Mundial Social 2015 (FSM), na Universidade El Manar, de 24 a 28 de março. Criado em 2001, o FSM espera reunir na edição de 2015 cerca de 60 mil pessoas, mais de 4 mil organizações de todo o mundo e 118 países. 

Com o lema "Dignidade e direitos”, o evento discute temas como migração, meio ambiente, direitos humanos e economia solidária. Estão programadas mais de 1 mil atividades, realizadas em eventos variados, tanto em Túnis como em outros países. 

O FSM teve início, nesta terça-feira, 24, com a tradicional marcha de abertura, que reuniu cerca de 3 mil ativistas e militantes. Sob o tema "Os povos unidos pela liberdade, igualdade, justiça social e pela paz”, o ponto final da caminhada foi em frente ao Museu do Bardo, local alvo de um atentado terrorista do Estado Islâmico, no último dia 18 deste mês, matando 22 pessoas. A marcha foi um protesto contra a violência e uma mensagem e solidariedade às famílias das vítimas do ataque. 

Para o diretor executivo da Abong, Damien Hazard, "não há nenhuma articulação internacional que tenha essa capacidade de mobilizar tantas organizações. O Fórum continua sendo o maior encontro planetário da sociedade civil. Resta saber se vai ser capaz de articular esses movimentos, que têm convergência nas suas pautas e reivindicações para conseguir ter uma maior incidência política em âmbito mundial, inclusive com maior visibilidade. Um desafio do Fórum é ter maior visibilidade, que não está sendo alcançada por meio da mídia comercial”.

Devido às mudanças econômicas desde o cenário de 2001, época do primeiro FSM, os movimentos sociais, no entanto, acreditam que o Fórum necessita ser repensado para dialogar com as novas forças políticas. Os ativistas questionam a incidência política do evento, já que mesmo os governos alinhados à agenda não adotaram, até hoje, várias propostas que nasceram nos encontros do Fórum. Será preciso, então, tornar o FSM mais propositivo. 

Segundo o site FSM 2015, o Fórum é "um espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo”. 

Cristina Fontenele
Estudante de Jornalismo pela Faculdades Cearenses (FAC), publicitária e Especialista em Gestão de Marketing pela Fundação DomCabral (FDC/MG).

E-mail
cristina@adital.com.br
crisfonte@hotmail.com 

Via: Daniel Pearl às 3/27/2015 

Em vez de servir para punir exemplarmente culpados, o "mensalão", com seu domínio do fato, transformou a Justiça em parte do terceiro turno eleitoral.

Por Maria Inês Nassif, na Carta Maior 

Foto: Márcia Kalume/Agência Senado
Na briga política com “P” maiúsculo,  quando se traça estratégias de disputa com grupos oponentes, define-se um limite além do qual não se deve ultrapassar, por razões éticas ou para não abrir precedentes que, no futuro, possam se voltar contra o próprio grupo que não observou esse limite. Em ambos casos, a preservação dos instrumentos de luta democrática é a preocupação central.

O Supremo Tribunal Federal (STF), a partir do caso chamado Mensalão,  arvorou-se em fazer política com "p" minúsculo, sem pensar nos precedentes que abria nos momentos em que jogava para a plateia, escolhia inimigos e relativizava a Constituição. Ao fazer jogo político sem que fosse qualificado para isso, pois não é um poder que decorre da livre escolha popular, não mediu as consequências e deixou uma lista de precedentes com potencial de corroer a democracia brasileira.

O primeiro mal exemplo que deu foi o de que um poder não deve obedecer limites. Ao longo do período pós-ditadura, a Corte maior do país se dedicou a uma crescente militância. A nova composição do Supremo, pós-Mensalão, é muito mais jurista do que política, mas é ela que vai ter que pagar pelo erro dos seus antecessores.

No julgamento do Mensalão, em vez de manter-se acima de um clima de comoção artificialmente criado por partidos de oposição e uma mídia avassaladoramente monopolista, o STF fez parte da banda de música. O que se tocava era um mantra  segundo a qual qualquer que fossem as provas, quem deveria pagar com a cadeia era a banda governista envolvida no escândalo. Se as provas não corroborassem, que se danassem as provas. Era uma onda de pânico tão típica de momentos aterrorizantes da história mundial – como a ascensão do nazismo e do fascismo, com a repetição de “verdades” construídas sobre afirmações mentirosas, mas fáceis de atrair ódio sobre grupos políticos adversários – que a inclusão da Corte Suprema do país nesse tipo de armação foi de tirar noites de sono de quem já viveu o pesadelo de ditaduras.

O STF abraçou entusiasticamente a tese do domínio do fato para justificar a condenação, por exemplo, de Henrique Pizzolatto (acusado de desviar um dinheiro da Visanet, empresa privada de cartões de débito, que comprovadamente foi destinado para veiculação de anúncios nos próprios veículos de comunicação que o acusavam de corrupção), ou de José Genoíno (que foi condenado porque assinou um empréstimo bancário que comprovadamente entrou na conta bancária do PT e foi quitado pelo partido), ou de José Dirceu (que se supôs ser o mentor do esquema sem que nenhuma prova disso fosse apresentada à  Justiça). Com isso, a Corte deu satisfações a uma parcela da população que advogava a prisão a qualquer custo, mas por este prazer de momento legou ao país a dura herança da condenação sem provas e do espetáculo midiático em vez do julgamento justo. O STF alimentou o senso comum de que lugar de adversário político é na cadeia. A democracia brasileira vai levar anos, décadas, uma era, para se livrar desse legado.

O juiz Sérgio Moro forçou a mão nas suas decisões de indiciamento das pessoas mais ligadas ao PT e ao governo, no curso da Operação Lava Jato, e provavelmente condenará a todos eles, com provas ou, se não consegui-las, por suposição. Mas não se pode acusá-lo de ter inventado a roda. A insegurança jurídica provocada pela teoria do domínio do fato – que aproxima a Justiça da democracia brasileira dos famigerados Inquéritos Policiais Militares (IPMs) da ditadura, responsáveis pela “investigação” e “julgamento” de adversários políticos por suposições de corrupção – é obra do ex-ministro Joaquim Barbosa, corroborada pela maioria do plenário do STF, no bojo de uma histeria coletiva artificial provocada por uma pressão direta da oposição e dos meios de comunicação, on line, na medida em que o julgamento se desenrolava nas telas das TVs. Barbosa continuará produzindo condenações altamente questionáveis mesmo depois de ter ido embora para casa tuitar palpites sobre uma democracia que ele não cuidou quando era ministro do Supremo.

Daí que o precedente Joaquim Barbosa gerou Sérgio Moro, que forçou a mão nas peças jurídicas que levaram ao indiciamento de uns, e deixaram passar culpas de seus oponentes.

O precedente Joaquim Barbosa condenou Pizzolatto por contratos do Banco do Brasil com a Visanet que são anteriores à sua posse na diretoria da Marketing da estatal. O tesoureiro do PT, João Vaccari, foi indiciado por financiamentos legais de campanha feitos ao seu partido pelas empresas implicadas no escândalo Petrobras desde 2008 – sem que Moro tenha se importado com o detalhe de que Vaccari assumiu a tesouraria da legenda a partir de fevereiro de 2010. Se a intenção fosse a de fazer justiça, o juiz teria no mínimo feito referência ao tesoureiro anterior. Usou, todavia, o domínio do fato, para argumentar uma responsabilidade telepática de Vaccari sobre fatos que aconteceram mesmo antes de ele assumir o cargo.

O juiz argumenta, ao aceitar a denúncia, que João Vaccari “tinha conhecimento do esquema criminoso [de pagamento de propinas por empresa fornecedoras da Petrobras] e dele participava”, fiando-se em delações premiadas de participantes do esquema que tinham interesse pessoal em responder aos anseios das autoridades policiais e judiciárias que jogavam para uma plateia – e que fizeram isso de forma mais intensa no período eleitoral, com fartos vazamentos seletivos sobre um inquérito que envolveu Deus e o diabo na terra do sol.

Moro tomou como fato inquestionável – e confundiu isso com prova – que o esquema envolveu exclusivamente os últimos governos, e que o financiamento dado oficialmente ao PT era, na verdade, produto de propina. E traçou uma lógica segundo a qual a cada fechamento de contrato pelas empresas envolvidas resultava numa doação legal para o PT, ou para uma campanha do PT.

Quando se toma a doação dessas mesmas empresas para o PSDB e para o PMDB, todavia, fica um grande vazio. Existem duas ordens de doações privadas para partidos e candidatos, segundo Moro: uma, recebida por determinados partidos, que são propina; outra, captada por outros partidos, que não são crimes.

Se tomados os dados de doação registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as 16 empresas envolvidas no Caso Lava Jato (Galvão Engenharia, Oderbrecht, UTC, Camargo Correa, OAS, Andrade e Gutierrez, Mendes Júnior, Iesa, Queiroz Galvão, Engevix, Setal, GDK, Techint, Promon, MPE e Sranska) contribuíram com R$ 135,5 milhões para as eleições de 2010 e R$ 222,5 para as eleições de 2014.

Nas eleições de 2010, o PMDB, que não tinha candidato presidencial, recebeu a maior parcela, de R$ 32,85 milhões; o PT, R$ 31,4 milhões e o PSDB, R$ 27 milhões. Foram os três maiores agraciados, com 24%, 23% e 20% das doações totais dessas empresas, respectivamente. Todavia, o PSB, o PP, o PRB e o PSC conseguiram também quantias consideráveis: R$ 19,5 milhões, R$ 6,5milhões,  R$ 4,95 milhões e R$ 2 milhões, respectivamente. PDT, PC do B, DEM, PTB, PTN, PTC, PTdoB e PMN receberam entre R$ 150 mil e R$ 1,8 milhão.

No ano passado, PT e PSDB mantiveram, de novo, arrecadação muito próxima dessas mesmas empresas. O partido de Dilma conseguiu R$ 56,38 milhões junto a essas fontes, mas o PSDB de Aécio não ficou muito atrás: obteve R$ 53,73 milhões. O PMDB ficou em terceiro em arrecadação, mas rivalizando com os dois partidos que disputaram a Presidência no segundo turno: conseguiu levantar R$ 46,62 milhões dessas empresas. O PSB de Marina Silva ganhou R$ 15,8 milhões; o DEM, R$ 12 milhões; o PP, R$ 10,25 milhões; o PSD, R$ 7,13 milhões; e o PR, R$ 6,85 milhões. Os demais partidos arrecadaram entre R$ 3,3 milhões e R$ 100 mil.

Esses números certamente não querem dizer que todos os partidos que receberam dinheiro dessas empresas tenham, na verdade, recebido propina por serviços prestados a elas. Mas indicam que a simples existência de doações legais ao PT não comprova propina. É preciso que existam provas do ilícito, e que elas sejam mais consistentes do que a delação de implicados que são réus confessos e que foram premiados pela Justiça.

É esse legado que o país carrega do caso Mensalão. Em vez de servir para punir exemplarmente culpados, o Mensalão abriu o precedente de incluir a Justiça com parte de um terceiro turno eleitoral. A Justiça brincou de fazer política e não olhou para os precedentes que abria. A insegurança jurídica que isso causa pode levar no mesmo rodo, no futuro, a água dos que encenaram o espetáculo da condenação sem provas. Via: Relevâncias N
Uma operação do Ministério Público do Ceará (MPE) e das Polícias Civil e Militar está cumprindo, na manhã desta sexta-feira (27), 51 mandados de busca e apreensão como parte de uma investigação que apura supostas fraudes licitatórias na Prefeitura e na Câmara Municipal do Crato, no Cariri. 

Chamada de “Hora da Verdade”, a ação conta com uma força-tarefa montada com nove promotores de Justiça e equipes policiais. Na lista de suspeitos estão secretários municipais, empresários, membros da comissão de licitação da Prefeitura, advogados e um vereador. 

A operação está sendo realizada para a coleta de elementos de prova para a finalização das investigações, que indicam a existência de um suposto esquema de contratações indevidas, incluindo dispensas de licitação em favor de doadores de campanha do atual prefeito do Crato.

Também são apurados indícios de superfaturamento na contratação do transporte escolar e o recebimento, nos almoxarifados, de produtos diferentes e mais baratos do que os contratados pelo poder público. Além disso, a merenda escolar no município estaria estragada e com insetos. 

Calcula-se que o valor das licitações investigadas chegue a mais de R$ 3,152 milhões. Os órgãos à frente da operação prometem apresentar um balanço geral ao final das diligências, na sede das Promotorias de Justiça do Crato, o que deverá ocorrer às 15 horas desta sexta-feira. Alexandre Távora

A Promotoria de Marselha afirmou que o copiloto alemão do voo da Germanwings que caiu nos Alpes franceses se trancou na cabine e voluntariamente fez o avião perder altitude até bater em uma rocha e se chocar contra uma montanha.

Segundo o promotor Brice Robin, as gravações de uma das caixas-pretas do voo revelaram que em determinado momento do voo o piloto deixou o cockpit do avião para ir ao banheiro. Naquele momento, o copiloto, de nacionalidade alemã, se trancou sozinho na cabine de comando.

Ele então alterou o sistema de orientação do avião para iniciar a descida. O piloto bateu na porta da cabine para voltar, mas o copiloto permaneceu em silêncio.

"Eu penso que voluntariamente ele se recusou a abrir a porta e apertou o botão para o avião descer", disse Robin.

O promotor disse acreditar que o copiloto, identificado como Andreas Lubitz, cometeu suicídio.

O Airbus 320, que fazia o voo entre Barcelona e Duesseldorf, atingiu uma montanha na terça-feira após cair por 8 minutos. Todos os 150 passageiros e tripulantes morreram.

Gravações
Segundo Robin, as gravações das comunicações dentro da cabine de comando registradas na caixa-preta mostram que o piloto e seu copiloto conversaram de forma normal no início do voo.

Depois que o avião atingiu a altura e a velocidade estabelecidas para a rota, o piloto revisou em voz alta os procedimentos de aproximação e pouso em Duesseldorf.

As gravações indicam que o copiloto respondeu aos questionamentos do comandante de forma "lacônica", segundo Robin.

Promotoria francesa diz que co-piloto pode ter cometido suicídio





Segundo ele, foi possível então ouvir o barulho da cadeira no momento em que o piloto se levantou para sair da cabine de comando e ir ao banheiro. O copiloto não abriu a porta da cabine para que ele retornasse.

"Naquele momento, o copiloto estava no controle do avião. Enquanto estava sozinho, ele apertou os botões do sistema de monitoramento de voo para iniciar a descida do avião. Essa atitude nos controles de altitude só pode ter sido deliberada".

"Ele apertou o botão por um motivo que ainda não sabemos, mas aparentemente o objetivo era destruir o avião", disse Robin.

Depois que a aeronave começou a descer em alta velocidade, as gravações registraram o barulho do piloto batendo na porta da cabine com mais força e pedindo que a porta fosse aberta por meio de um alto-falante.

Os registros indicam que aparentemente Lubitz não respondeu aos chamados, ficando em silêncio absoluto por cerca de oito minutos.

As gravações registraram em seguida membros do controle aéreo e pilotos de outros aviões fazendo contato pelo rádio – sem receber resposta.

O som registrado mostrou então que o piloto tentou arrombar a porta - sem sucesso, pois o cockpit tem mecanismos para evitar invasões.

Em seguida, foi possível ouvir gritos de passageiros e o barulho dos alarmes do avião indicando a aproximação do solo.

Os investigadores conseguiram ouvir a respiração do copiloto até o momento do impacto – o que indica que ele estava vivo e consciente.

Motivações

Foto; Twitter
Co-piloto ficou consciente e em silêncio trancado na cabine de comando até o momento do impacto, foi também investigado que ele não possuía histórico de ligações com extremistas – Foto Twitter
Robin disse que ainda não se sabe o que motivou as atitudes do copiloto. Até o momento ele era descrito como "normal".

Autoridades alemãs disseram que Lubitz não possuía histórico de ligações com extremistas.

A Promotoria francesa informou que até agora também não há indícios de que seu comportamento tivesse alguma motivação religiosa ou estivesse ligado a problemas mentais.

O copiloto tinha pouca experiência - cerca de 630 horas de voo e o piloto tinha mais de 6000 horas de experiência.

Questionado se acreditava que Lubitz cometeu suicídio, o promotor disse que não poderia classificar as atitudes do copiloto como suicídio, pois ele tinha em suas mãos as vidas de 150 pessoas.

Enquanto isso, familiares e amigos das vítimas estão a caminho de visitar o local da queda.

A Lufthansa, dona da Germanwings, organizou dois voos para Marselha, de onde os parentes seguirão para o local da queda de ônibus. Via: bbc
Você sabe quanto vale o dólar? No início de março a moeda rompeu pela primeira vez em 10 anos a barreira dos R$ 3. A cotação da moeda muda a cada dia, mas essa variação não é importante apenas para os economistas. Isso porque, o preço do dólar também pode interferir no seu dia a dia.

A tendência, segundo analistas, é que a moeda dos EUA permaneça num patamar mais elevado diante do cenário político e econômico conturbado e das incertezas sobre o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras. Mas, apesar de ter subido também em relação a outras moedas, por causa de uma expectativa de aumento dos juros da economia americana, é na comparação com o real que o dólar apresenta uma de suas maiores altas.

Em menos de três meses, a cotação do dólar vendido no Brasil passou de R$2,69 para R$ 3,19, uma diferença de R$ 0,50. Esse é um fenômeno que vem sendo verificado desde setembro de 2014, quando a cotação estava abaixo de R$ 2,3. Pode parecer pouco, mas qualquer valorização do câmbio causa um enorme impacto na economia, porque afeta o preço de produtos importados, encarece as viagens ao exterior, interfere em contratos firmados em dólar e, por fim, pressiona a inflação. Entenda, abaixo, como funciona a cotação do dólar. 

O que é câmbio?

Antes de abordar a alta do dólar, é preciso entender o conceito da taxa de câmbio. Câmbio é a relação de preços entre duas economias, tem o objetivo de facilitar as transações comerciais entre os países. Como qualquer problema econômico impacta o valor da moeda, por isso a taxa de câmbio é flexível. 

Quais são os motivos que estão levando o dólar às alturas?

Para o professor de Economia da Universidade de Brasília, Flávio Basílio, a correção da valorização do real perante o mercado internacional deveria ter acontecido antes. “O que causa estranheza é a velocidade com que isso acontece e causa a volatilidade do real perante o mercado”, explica. O real estava valorizado com relação a todas as moedas e isso é ruim quando se analisa a balança comercial, trazer investimentos para o Brasil se torna mais difícil.

O fortalecimento da economia dos EUA e a crise política e financeira da Europa são problemas externos que estão pressionando o câmbio e causando a desvalorização do real. O dólar deve fugir ainda mais do Brasil porque os norte-americanos planejam subir, até a metade do ano, sua taxa de juros, atualmente em 0,25%. Isso pode fazer o dinheiro dos investidores render mais por lá do que aqui.

Para Basílio, resta saber se isso é um problema ou não. “Já havia uma necessidade de ajuste de câmbio, o problema real é a velocidade com que isso aconteceu, a volatilidade do câmbio, sim, é um problema, pois gera incerteza e afeta a credibilidade do mercado nacional”, completa. O economista explica que esse ajuste, apesar de importante, não garante o fortalecimento da economia brasileira, pois ainda há um reajuste a se fazer com relação a outras moedas.

Como os fatores externos afetam a cotação da moeda?

O economista Flávio Basílio explica que a valorização do dólar aconteceu frente a todas as moedas, devido a expectativa de aumento da taxa de juros nos EUA. Já a moeda brasileira precisava de uma correção, “o câmbio que tínhamos não era sustentável a longo prazo”, pontua.

As oscilações da cotação do dólar variam de acordo com a lei da oferta e da demanda - quanto maior a oferta da moeda americana, menor é sua cotação. Porém outros fatores podem causar influências nessa variação. O risco-país é um conceito utilizado para tentar definir o grau de instabilidade econômica, mostrando aos investidores qual é o perigo de se investir em um país. Quanto menor o índice de risco de um país, maior é o número de investidores estrangeiros, consequentemente mais dólares circulando no mercado daquele país.

O que o governo pode fazer para conter a instabilidade cambial? 

O governo também pode exercer influência, quando interfere no mercado para estabilizar o dólar e deixar o real desvalorizado. Essa medida torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional e aumenta as exportações e investimentos, importantes para o país.

Basílio explica que, historicamente, as interferências do governo foram tardias. “Estamos observando uma repetição do que aconteceu em 1999, 2002 e 2003. Não se pode deixar a moeda nacional se valorizar tanto, pois quando ocorrem ajustes, eles acontecem muito rápido e geram instabilidade”, completa. Para Basílio, o Banco Central deve atuar de forma mais forte, para prevenir a apreciação. “A curto prazo, a valorização da moeda ajuda a conter a inflação, mas gera a volatilidade do mercado quando acontecem ajustes”, disse.

O que faz o mercado oscilar?

Basílio destaca que a política fiscal, o patamar de importações e explortações, a competitividade do mercado e o nível de investimentos internos também influenciam no fortalecimento da moeda. 

Por que existem diferentes cotações?

Se você for comprar a moeda para viajar, certamente vai pagar um valor ainda maior do que vê em todos os noticiários. Isso porque, seja o dólar que define o valor de compras de produtos de outros países, ou dólar para quem vai viajar, as cotações são diferentes para várias operações. Os tipos de de dólar são: comercial, turismo e paralelo. 

O dólar comercial é utilizado em transações no mercado financeiro, como importações e exportações. Já o dólar turismo é usado em compra de moeda para viagens. O dólar paralelo, como o nome diz, é o dólar usado em transações que não passam pelo controle do Banco Central. É considerado ilegal.

Eles têm valores diferentes, porque o comercial é cotado pelo mercado, mas o governo consegue influenciar comprando e vendendo a moeda norte-americana. Já o dólar turismo é mais caro, porque os bancos e agências pagam taxas, os custos da importação e somam ainda o que vão ganhar com as operações. Já o paralelo não tem nenhum tipo de controle. Via: EBC
Mais de 6,5 bilhões de metros cúbicos de água tratada foram desperdiçados no país em 2013, o que equivale a uma perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano, aponta estudo do Instituto Trata Brasil. Tais perdas correspondem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013, de acordo com a entidade.

O volume de água tratada não contabilizada pelas empresas de saneamento do país corresponde a 39,1% do total produzido no país. O Brasil desperdiça água que poderia encher 6,5 vezes o Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, sem considerar as reservas técnicas.

Na projeção do estudo, se em cinco anos houvesse uma queda de 15% nas perdas no Brasil – ou seja, de 39,1% para 33% –, os ganhos totais acumulados em relação ao ano inicial seriam de R$ 3,85 bilhões.

O estudo do Trata Brasil utiliza os dados mais recentes do Ministério das Cidades sobre perdas de água no Brasil, que são de 2013. O índice de perdas de faturamento avalia o quanto da água produzida pelo sistema de abastecimento não foi faturado pelas empresas responsáveis. Essa água é tanto a que é desperdiçada na tubulação, quanto a utilizada de forma irregular através de ligações clandestinas e fraudes – e que, portanto, não é cobrada.

Considerando as regiões do país, a com o índice mais baixo é a Sul, com 34,7%. Já a Norte tem o percentual mais elevado: 60,6%, muito acima da média nacional.

"O Norte tem os piores indicadores de saneamento. É uma região que descuidou do setor. Tem a maior capacidade hídrica do país e usa os rios para diluir os esgotos", diz Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

Evolução baixa

Ao comparar os dados de 10 anos do país, o estudo aponta que o indicador de perda de faturamento evoluiu pouco: passou de 42,2% em 2004 para 39,1% em 2013. Segundo Carlos, a evolução tímida se deu por descaso. "A gente viveu até hoje com a sensação de ter muita água, então nunca ninguém olhou esse indicador com cuidado. Apesar de isso ser algo absurdo, pois é uma perda financeira, já que uma empresa que perde 30%, 40% da água que trata perde dinheiro também", diz.

Do mesmo modo, o índice de perdas na distribuição – ou seja, o quanto da água tratada não foi consumida no sistema de abastecimento por causa de desperdícios – passou de 45,6% para 36,9%. Mesmo com uma queda maior, o instituto avalia que os níveis ainda não estão em um patamar adequado. "A queda é positiva, mas ainda é um absurdo trabalhar com níveis de 37% no país. Países desenvolvidos trabalham com média de 15%", afirma Carlos.

Segundo o presidente do instituto, a esperança é que a atual crise hídrica que o país está enfrentando seja um "divisor de águas". "Essa crise pode servir para colocar pressão não apenas nas empresas, para que haja uma troca das redes antigas de água, mas também nos prefeitos, que são responsáveis pelas concessões de serviço; nos governadores, que precisam passar metas mais ousadas para as empresas estaduais; e no governo federal, que tem que pressionar para conseguir indicadores melhores."

Cenários de redução

O estudo ainda aponta três cenários possíveis de redução dos índices de água desperdiçada e não cobrada. O primeiro, otimista, alcança perdas de 15% em 2033; o segundo, de base, atinge 20%; e o terceiro, conservador, chega a 25% em 20 anos.

O trabalho indica que os ganhos nos cinco primeiros anos já seriam significativos. Mesmo no cenário mais conservador, o montante seria de R$ 3,85 bilhões. No cenário base, o ganho bruto com a redação de perdas até 2033, considerando aumento das receitas e redução dos custos de produção, pode chegar a R$ 53,47 bilhões.

"Mesmo o cenário base precisa de um grande esforço para ser realizado. É um desafio grande, precisa ter foco e planejamento anual das empresas e das esferas de poder envolvidas", diz Carlos. "E, claro, a população deve manter seu papel fiscalizatório, sempre atenta aos vazamentos para poder cobrar." Via: Olhar Direto