A acompanhante Lívia Borges (imagem acima) decidiu falar pela primeira vez sobre a confusão envolvendo o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), ocorrida na noite dessa quarta-feira (25/3), no Lago Sul, área nobre de Brasília. “Ele já estava embriagado. Eu percebi isso. Dentro do carro, começou a me xingar de ‘pVta’, ‘v4gabunda’, ‘pr0stituta’. Ficou totalmente alterado”, relatou.
Segundo Lívia, o desentendimento começou após a negociação do valor do programa. A situação, no entanto, saiu rapidamente do controle. “Eu pedi para ele sair do meu carro. Ele falou que não ia sair, perguntou quem eu achava que era. Eu disse: ‘Eu sou a proprietária do carro, você vai sair sim’. Mas ele não saía e continuava me ofendendo.”
Lívia então procurou seguranças do local e tentou acionar pessoas próximas ao deputado. “Eu fui chamar a assessora e falei que ia virar caso de polícia. Ele não queria sair do meu carro e estava agr3ssivo’.” Segundo ela, a situação piorou com a chegada da assessora. “Ela veio para cima de mim me xingando também. Falou para eu ‘pegar minha bVceta e ir embora’, usou palavras de baixo nível. Foi tudo muito humilhante.”
A acompanhante afirma que, em meio às ofensas, houve incentivo para agr3ssão. “Teve um momento em que ele disse que não podia me bater, mas que ela poderia. ‘De mulher para mulher’, foi isso que ele falou.” O episódio também incluiu agr3ssão com bebida. “Ele jogou o que parecia ser chope em mim. Pegou no meu rosto, no cabelo. Foi uma forma de me intimidar.”
Mesmo diante da situação, Lívia afirma que tentou manter o controle. “Eu mantive a calma o tempo todo. Só queria que aquilo acabasse. Se eu tivesse ficado dentro do carro com ele, eu não sei o que teria acontecido.” Após a confusão, ela procurou a delegacia e registrou ocorrência. “Eu fiz o que era certo. Me senti coagida, intimidada. Foi agr3ssão, sim. Foi um ód1o gratuito.”
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