Roberto Cláudio critica fechamento do Hospital César Cals pela gestão estadual

Roberto Cláudio comenta a decisão do governo de fechar a sede do Hospital César Cals, que passará a funcionar no novo Hospital da Uece.

Foto: Divulgação / Sesa

O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT) criticou o fechamento da sede atual do Hospital César Cals, que será realocado pelo governo estadual para o novo hospital da Universidade Estadual do Ceará (Uece). A declaração foi feita nesta terça-feira (21), em entrevista à Rádio Jovem Pan News Fortaleza.

“Eu tive uma informação que eu quase caio para trás ontem. O hospital da Uece, hospital novo, que promete ser o maior – que a gente estava cheio de esperança, porque o povo precisa de mais cirurgia, internamento – sabe o que vai acontecer? Para começar a funcionar, vão fechar o Hospital César Cals”, disse ele, durante a entrevista.

“O que foi prometido foi outra coisa. Um hospital com 650 leitos a mais, não era fechar leito para abrir em outro canto”, assinala o ex-prefeito, dizendo ainda que o debate relacionado a esse assunto precisa ser aprofundado, com mais atenção por parte do Governo do Estado.

Segundo o pedetista, o caso ilustra como falta humildade, por parte da gestão estadual, para reconhecer problemas na administração pública. “O governo está muito preocupado em construir consensos partidários, ter todo mundo debaixo da sua asa, para poder silenciar a crítica. Mas a crítica não está silenciada, porque o povo está sentindo na pele”, continua.

Em nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que, desde o início do projeto de construção do Hospital Universitário do Estado, a proposta é que o Hospital César Cals funcionará no novo equipamento.

A nova unidade de saúde, continua a Sesa, disponibilizará 672 leitos, sendo 474 de internação em enfermaria e 160 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) distribuídos conforme o nível de atenção, 20 leitos na Casa da Gestante, 16 leitos UCINCA (Canguru), e ainda 125 leitos de apoio entre observação, recuperação e hospital dia. A unidade vai ocupar uma área de 78.6 mil metros quadrados (m²) e, com três torres construídas, o hospital abrange os segmentos clínico, cirúrgico e materno-infantil.

A Secretaria destaca ainda que, no pacote de investimento do novo Hospital, ainda integram a urbanização e o paisagismo no entorno das três torres, incluindo áreas verdes e uma praça de aproximadamente 3.400 m² em frente à entrada principal do complexo, a pavimentação de sete áreas de estacionamento, com um total de 2.026 vagas.

“A gente está com um retrocesso político”, afirma Roberto Cláudio sobre Governo Elmano

O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), fez uma breve análise sobre o governo Elmano durante entrevista na rádio Jovem Pan News Fortaleza. O pedetista citou um “conjunto de incoerências” por parte da nova gestão estadual. Segundo ele, o governo já começou sabendo que a situação fiscal e financeira do estado era desafiadora, mas tomou um caminho que levou a um declínio econômico no Ceará.

“O papel de um início de governo é organizar a casa. É um papel de fazer economias e estabelecer prioridades de gastos, de valorizar cada real por gasto social. O governo começou e já foram criadas 18 secretarias ou órgãos de primeiro escalão para fazer puramente composição política”, disse o pedetista.

Roberto Claudio afirmou que cada órgão desse representa uma despesa nova para o estado. “Se o estado estivesse bem financeiramente, isso não seria recomendável. Imagine para um estado que já estava com a situação fiscal com luzinha amarela piscando”, detalhou.

O ex-prefeito de Fortaleza falou sobre o retorno de um “patrimonialismo”, de uma ocupação política dos espaços das secretarias as custas de falta de recursos para outros setores como saúde e segurança.

“A gente está tendo um processo de retrocesso político. A gente começou uma espiral de uma certa decadência fiscal e financeira do estado Ceará”, ponderou Roberto Cláudio.

Conforme o pedetista, é papel da oposição cobrar. Já quem está na gestão do governo deve reconhecer e reagir. “Ou o futuro pode ser pior do que o presente de indicadores econômicos e sociais muito graves e desafiadores que o Ceará tem hoje”, afirmou Roberto Cláudio.

Confira entrevista completa:

 

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