Revelações Digitais



Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior
Pela primeira vez na vida não subi nos palanques dos comícios do PT. Uma das coisas que mais adoro na vida. E vou dizer a razão como prometi a inúmeros companheiros: 

Na Parangaba, no lançamento oficial da campanha do Elmano, fui barrado no acesso ao palanque, por um segurança, que esbravejou: O Sr. não entra! – O que!? Retruquei e o peguei pelas bitacas e o afastei longe. Entrei, não consigo imaginar onde arranjei forças para tanto. Indignado, meu coração doía literalmente. 

Em seguida o presidente da guarda municipal veio me pedir desculpas. E disse:
não é você não Arimar Rocha.


Eles agora estavam querendo censurar. Era a minha presença! Tudo começou bem antes, há alguns poucos anos, no aniversário do PT. 

Na fila do caixa eletrônico na sede do Poder Executivo Municipal, o presidente do PT de Fortaleza, Raimundo Angelo, chega gratuitamente e diz: Sabe o artigo que você mandou para o site do PT: Não vai ser publicado não. Eu disse - que presente é este? Que você esta me dando no dia do aniversário do PT? Aquilo tinha me deixado mais indignado ainda, doía. Minutos depois liguei pra ele dizendo que ele não podia fazer aquilo... Ele disse que não tinha decidido só, que tinha um conselho.... Fiz um requerimento protocolei no Diretório Municipal e entreguei cópias durante reunião do Diretório... No Diretório Estadual encaminhei ao Ilário Marques... Protocolei à Luizianne Lins... Queria saber a composição do conselho? Quando se reuniam? Se era possível defesa? De quanto foi o placar? Quanto ganhavam?
Eram mais de 14 perguntas... Nunca me deram uma unica resposta. A não ser a secretaria de comunicação do PT, Ticiana Studart, que disse-me na Confraria do Raimundo do Queijos ter sido ela quem censurou meus artigos. Ela e o Raimundim, são as únicas pessoas que formam esse tal conselho de censura do PT de Fortaleza? A muito o Raimundim se arrepende e quer que eu ponha de volta no site os artigos meus que mandei tirar da página do PT municipal. Já a Ticiana só se orgulha e repete por aí que é censora, apesar de ter dito a ela que pegava mal era para o partido. Ela para mim é aquela pessoa que chega para outra cochicha algo e depois alguém vem e diz pra você: - Esse é um lugar reservado às autoridades. Ou então: aí não pode entrar. Pare. Volte. Saia. Não é permitido. O senhor esta convidado a se retirar. E por aí vai... 

A estória dela é não deixar você fazer a sua. 
Mais naquele dia no lançamento da candidatura do Elmano recebi um o primeiro panfleto que entre outras manchetes dizia: 

PARA CUIDAR DAS PESSOAS COMO O LULA ENSINOU

Aquilo dali estava errado no tempo do verbo. E incompleto no conteúdo. Pensava que a correção daquilo seria o passaporte para conversar com o Duda Mendonça ou a equipe dele. Afinal eu sem querer já tinha contribuído com a vinheta da campanha do Collor. 

Eles gravaram minha conversa no telefone e fizeram a vinheta do super homem como um trem bala destruindo os blocos de desemprego, corrupção, violência... O texto que o Mario Lago fala no programa eleitoral do Lula, depois de um direito de resposta conseguido pelo programa político eleitoral do FHC 80% foi baseado em texto de minha autoria. O Duda agradeceu minha colaboração.

No outro dia entrei porta adentro da Reunião do Núcleo Duro. 
E disse olha aqui o erro na frase Luizianne, se continuar assim vão deduzir que o Lula morreu ou se aposentou!!!??? e esta incompleto. E sugeri que deveria ser: 

Para cuidar das pessoas como Lula ensina e a Dilma Faz
Ela concordou no ato e disse que estava correto e ia tomar providências. Nada aconteceu, muito pelo contrário a expressão: 

“...como Lula ensinou”. Iria se tornar o slogan da campanha e figurar nos muros, adesivos, pichamentos, panfletos e santinhos. 

A expressão no passado continuava lá, carimbada e a minha colaboração esquecida e desconsiderada. A não ser por mim e pelo Luiz Pinto Façanha que lá de Aracaju todo dia tinha o zelo de corrigir o que a campanha matava ou aposentava o Lula todo dia o Façanha corrigia e remetia de volta e eu passava a replicar no facebook a correção feita por ele, nas peças publicitárias do Elmano. O mote que trabalhávamos era: Cuidar das pessoas como Lula ensina e Dilma faz. Mas não foi só este erro, fizeram duas campanhas, a da Luizianne para o governo e a do Elmano para prefeito. Se era necessário combater a rejeição à Luizianne, não era preciso colocar o Elmano como mero continuísmo dela. Apesar de afirmar que o Elmano é um cara diferente! Entenda quem puder. 

Diferente exige complemento. Vazio assim, diferente é palavra de ordem do LGBT, o que seguramente não se aplica com essa magnitude a campanha eleitoral, deixa pra lá. A bem da verdade, também mostrou a Bela Fortaleza que a mídia a serviço do sistema desconhece, encobre, distorce e difama. Nisso a campanha resgatou a imagem de Fortaleza e esta de parabéns. 

Mas o maior erro foi não dá a resposta a inserção do poste. Foi isso, talvez, um dos maiores pecados que levou a derrota de Elmano, nas últimas horas da decisão.

Ela deveria dizer logo em seguida o que disse o Lula sobre o poste que diziam ser a candidata dele. “A Dilma é melhor que eu”. Não disse: E foi ai que sobrou vaidade e faltou humildade. Ou o Duda não viu?

Aquele “olho no olho” é bom demais, mas passou demais da conta. E tudo que é demais é veneno, diz a minha Vovó Coty.

Eles deveriam ter dado mais ênfase ao sintetismo pragmático das colocações do Heitor. Deviam ter combatido o voto nulo,(só quem fez isso fui eu e mais uma vez com a parceria de Luiz Pinto Façanha que emoldurou de forma magnifica um pequeno texto que fiz contra o voto nulo e postamos no facebook) a abstenção, o voto em branco... deviam ter combatido a criminalização da política, enfim, deveriam ter alertado sobre a compra de votos. Foi muito erro e isso ai não é nem a metade. Sabe subir no salto alto? - Pois subiram. Diga aí como é que pode ganhar o 1° turno e fazer com que todos os outros partidos se juntem ao adversário?
Só fui a um comício na periferia porque o candidato a vereador Dr. Amilcar Ximenes foi à minha casa me convidar. Fui à inauguração do comitê da Aldeota porque o Queiroz veio lá do Pirambu me buscar. E só fui ao encontro com o Lula porque o Garces e o Muniz me levaram e lá percebendo que o esquema de Parangaba continuava na Praça do Ferreira, pulei uma grade, atravessei por uma fresta outra cerca para chegar ao salão e subi as escadas na moral. Mas quando foi para ir ao espaço onde Lula se encontrava, fui barrado. Não foi pelo segurança de Parangaba, nem pelos homens do Lula, foi pelo PT daqui mesmo. Eu não estava disposto a colocar meu coração de novo em risco. Fiquei ali naquele corredor pensando eles na certa acham que o Lula não vai querer conversar com um cara que escreveu um artigo como título de: Lula três passos para trás. Se o lula soubesse o que eles acham dele. Meu Deus. E lá vem o Lula descendo a rampa. Eu debaixo de um boné e atrás de uma câmara de filmar esperava e ele  (LULA é claro) veio e me reconheceu:
Foto: Revelações Digitais
Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior
Pela primeira vez na vida não subi nos palanques dos comícios do PT. Uma das coisas q mais adoro na vida. E vou dizer a razão como prometi a inúmeros companheiros: Na Parangaba, no lançamento oficial da campanha do Elmano, fui barrado no acesso ao palanque, por um segurança, que esbravejou: O Sr. não entra! – O que!? Retruquei e o peguei pelas bitacas e o afastei longe. Entrei, não consigo imaginar onde arranjei forças para tanto. Indignado, meu coração doía literalmente. Em seguida o presidente da guarda municipal veio me pedir desculpas. E disse: não é você não Arimar Rocha.
Eles agora estavam querendo censurar. Era a minha presença! Tudo começou bem antes, há alguns poucos anos, no aniversário do PT. Na fila do caixa eletrônico na sede do Poder Executivo Municipal, o presidente do PT de Fortaleza, Raimundo Angelo, chega gratuitamente e diz: Sabe o artigo que você mandou para ...
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Arrudão, precisamos conversar mais. 

E ali olho no olho me lembrei da primeira conversa com ele, em 1979, estava no grupo da Convergência Socialista e queríamos convence-lo que devíamos dar o nome do partido de Partido Socialista. Ele me convenceu com uma frase: Como é que vamos construir um partido com o nome de socialista no meio de uma ditadura militar? Quem é que vai acreditar que é? Naquele momento passei para o lado dele e esta aí o Partido dos Trabalhadores. Era o mesmo Lula que quando da expulsão da Maria Luíza Fontenele depois de ouvir minha opinião disse: Olha aí nos dois ficando de cabelos brancos por causa destas coisas no PT. O PT daqui é o que mais trabalho me dá... Era o Lula das gostosas gargalhadas na carneirada com polenta no aniversário do Zé Ibraim em São Bernardo, e no natal do sítio do Dr. Silvio Braz em Messejana... Ele deve ter sabido do artigo sim; mas creio que desta vez ele concordava comigo. Era como traduzia o abraço arrochado que recebi dele.
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