Amanda Ribeiro tinha apenas 10 anos quando desapareceu após sair sozinha de casa, em Anajás, no Arquipélago do Marajó.
Quatro dias depois, ela foi encontrada morta após, segundo a investigação, passar cerca de dois dias em poder de traficantes.
Câmeras de segurança registraram Amanda caminhando sozinha pelas ruas usando um vestido e um casaco preto.
A partir daquele momento, ninguém mais soube onde ela estava. Durante quatro dias, familiares e moradores fizeram buscas pela menina. Até que, em 11 de junho, o corpo foi encontrado amarrado debaixo de um trapiche, às margens do Rio Anajás.
Segundo a Polícia Civil, Amanda permaneceu cerca de dois dias em cativeiro, onde sofreu agressões físicas e psicológicas antes de ser assassinada. Familiares relataram que a menina apresentava diversas mutilações pelo corpo. Pessoas próximas ao caso afirmam que havia indícios de que seus dedos haviam sido mutilados, além da suspeita de que ela também possa ter sofrido violência sex*al.
A investigação concluiu que Amanda não era o alvo dos criminosos. Segundo a Polícia Civil, ela foi sequestrada e morta como forma de cobrança por uma dívida de drogas atribuída ao pai, envolvendo traficantes ligados a uma facção criminosa que atuava na região.
Outro envolvido, Jobson Miranda, foi preso e, em fevereiro de 2025, condenado a 29 anos e 45 dias de prisão. Já uma adolescente de 16 anos, apontada como a responsável por atrair Amanda até o local onde ela foi sequestrada, teve que cumprir medidas socioeducativas.
Mas um dos relatos mais dolorosos veio da própria família.
Segundo a tia de Amanda, o corpo da menina estava em estado tão avançado de decomposição que não foi possível realizar um velório. Ela contou que o corpo havia inchado tanto que não coube no caixão, sendo necessário utilizar uma caixa de madeira para o sepultamento.
Até hoje, o assassinato de Amanda Ribeiro é lembrado como um dos crimes mais brutais já registrados no arquipélago do Marajó.
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