O tubarão-frade, conhecido cientificamente como Cetorhinus maximus, ocupa o posto de segundo maior tubarão do planeta, ficando atrás apenas do famoso tubarão-baleia. Essa espécie pode alcançar impressionantes 12 metros de comprimento e ultrapassar as 5 toneladas de peso. Apesar de seu porte gigantesco, não representa perigo para os seres humanos, já que sua dieta é composta exclusivamente por plâncton.
Esse gigante dos mares prefere águas frias e temperadas, estando presente tanto no Hemisfério Norte quanto no Sul. É comum encontrá-lo no Atlântico Norte e no Pacífico, sempre em constante deslocamento. Por ser migratório, percorre longas distâncias em busca de regiões ricas em plâncton. Costuma nadar próximo à superfície, mantendo a boca aberta para capturar alimento de maneira contínua.
Sua forma de alimentação é altamente eficiente. O tubarão-frade utiliza um sofisticado mecanismo de filtragem, baseado em suas brânquias grandes e adaptadas. Nessas estruturas, filamentos especiais retêm o plâncton, enquanto a água é expelida. Esse processo é chamado de alimentação por filtragem passiva, um comportamento característico da espécie.
Apesar de seu temperamento tranquilo, o tubarão-frade está classificado como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre as principais ameaças estão a pesca intensiva, a captura acidental em redes de pesca e a degradação de seu habitat natural. Por isso, várias iniciativas globais vêm sendo implementadas para proteger essa espécie e assegurar a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas marinhos.
