Os treze militares já condenados pela participação na tentativa de golpe de estado que pretendia manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022 continuam custando mais de R$ 400 mil mensais somente aos contribuintes brasileiros. Anualmente, esse custo chega a mais de R$ 5 milhões, segundo dados do Portal da Transparência da União.
O gasto total por mês, incluindo salários e gratificações é de R$ 412.993,76. Com a gratificação natalina (como é chamado o 13º salário nesses casos), a despesa chega a R$ 5,3 milhões anuais.
Isso acontece porque, pela lei brasileira, o militar só deixa de receber a remuneração estatal após a conclusão do processo de “Representação por Indignidade para o Oficialato” no Superior Tribunal Militar (STM). Esse processo ocorre após a condenação definitiva no STF.
Além disso, mesmo que percam a patente e sejam expulsos das Forças Armadas, os militares golpistas continuarão sangrando os cofres públicos. Nesse caso, entra em vigor a regra da “morte ficta”: para fins previdenciários, o militar é tratado como se tivesse morrido, e o salário é convertido em pensão para seus dependentes: esposas ou filhas.
Veja abaixo a lista e os salários brutos (incluindo gratificações):
*Walter Braga Netto - R$ 36.881,74
*Almir Garnier Santos - R$ 37.585,59
*Augusto Heleno - R$ 38.144,69
*Mário Fernandes - R$ 34.500,00
*Paulo Sérgio Nogueira - R$ 36.881,74
*Hélio Ferreira Lima - R$ 27.100,00
*Rafael Martins de Oliveira - R$ 27.400,00
*Rodrigo Bezerra de Azevedo - R$ 26.900,00
*Sérgio R. Cavaliere - R$ 26.500,00
*Bernardo Romão Corrêa Netto - R$ 32.200,00
*Fabrício Moreira de Bastos - R$ 31.500,00
*Reginaldo Vieira de Abreu - R$ 31.200,00
*Guilherme Marques Almeida - R$ 26.200,00
