Dia Nacional de Luta contra o Golpismo Midiático



O Dia Nacional de Luta contra o Golpismo Midiático, aconteceu em todo o país e em Fortaleza não foi diferente, jornalistas, profissionais de imprensa, estudantes de comunicação, comunicadores, blogueiros, população em geral, estiveram presente comemorando o Dia Nacional das Comunicações, junto com os movimentos sociais e sindicais, nesta quinta-feira 05 de maio na Praça da Imprensa, local de um dos “Tentáculos da Globo”, representada pelo Sistema Verdes Mares no Ceará.

Em outras capitais, também houve protestos em frente às afiliadas da Rede Globo, Record e Band. O ato em Fortaleza, concentrou dezenas de pessoas, com exposição de fotos e com fatos da triste história que o PIG (Partido da Imprensa Golpista), participou e foi ator principal em épocas negativas parta o nosso Brasil. 

A Frente Brasil Popular, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), CUT, Sindjorce, fizeram deste ato contra a mídia golpista, denúncias para a população de todo o esquema de monopólio existente no país e também no estado de Ceará. O monopólio midiático afeta a democracia de uma maneira geral, pois aliena os discursos e distorce as informações conforme os interesses econômicos do grupo detentor da concessão pública de comunicação. Esse é o caso das 08 famílias que dominam a comunicação em nosso país. Nossa luta é contra esse monopólio que é inconstitucional.

O golpismo midiático em curso no Brasil é fruto desse monopólio, que não favorece a comunicação popular e social. Essa mídia não nos representa e ainda por cima fere os direitos constitucionais dos cidadãos e das cidadãs brasileiras, uma vez que desrespeita as questões democráticas, sociais e de gênero.

Essa mídia golpista tem como foco, distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos e isso não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade. Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar os rumos da democracia e também resultados de uma eleição, configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.

"Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista" — Paulo Henrique Amorim

"Essa grande imprensa" levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart com base em nada. Atualmente “a imprensa brasileira está podre”, ovacionando e distorcendo fatos em prol de um impeachment. 

Esses grandes jornais, que são consideradas grande imprensa no Brasil, como Folha de S.Paulo, Globo, Veja, Estadão, Jornal Nacional, para mim são piadas. 

No Brasil, apenas seis famílias controlam mais de 80% do setor de mídia. Isso faz com que diferentes visões de sociedade não se reflitam na programação das emissoras, prevalecendo um discurso único, o que viola o direito à comunicação e a liberdade de expressão do conjunto da população brasileira. O domínio da esfera pública midiática por uma única empresa, como no caso da Rede Globo, é destrutivo para qualquer ambiente democrático.

#ForaRedeGlobo
#GloboGolpista

Cobertura e imagens (Facebook): Jornalista e blogueiro Junior Pentecoste
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